Huawei Mate 40 Pro: novo relatório reitera disponibilidade limitada

Carlos Oliveira
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Tudo indica que a Huawei apresente os seus novos topos de gama ainda este mês. Os Huawei Mate 40, Mate 40 Pro e Mate 40 Pro+ irão estrear o novo processador Kirin 9000, mas serão igualmente os últimos a usá-lo.

Isto porque um novo relatório afirma novamente que a Huawei não terá muitas unidades disponíveis do seu novo processador. Isto, obviamente, irá ter repercussões na disponibilidade do Huawei Mate 40.

Mate 40 Pro

Huawei terá pouco mais de 8 milhões de unidades do Kirin 9000

Desde 15 de setembro que a Huawei ficou sem fornecedor para os seus processadores. Essa tarefa era da responsabilidade da TSMC que, em consequência de uma nova ordem executiva americana, vê-se impedida de continuar a colaborar com a Huawei.

De acordo com o novo relatório, a Huawei terá recebido apenas 8.8 milhões de unidades do Kirin 9000. E para piorar ainda mais a situação, fala-se que um novo tablet da chinesa também irá usar este processador.

Seja como for, o seu novo processador topo de gama será apresentado ainda este mês. Não sabemos se tal acontecerá aquando da revelação do Huawei Mate 40 Pro ou se o Kirin 9000 terá direito a uma revelação independente.

Tendo a Huawei que dividir os tais 8.8 milhões de processadores por, pelo menos, quatro dispositivos, significa que não haverão muitos exemplares de cada disponíveis. Algo que certamente obrigará a tecnológica a fazer uma gestão mais racional dos seus novos smartphones.

Com a Huawei a ter cada vez menos presença no mercado europeu, este poderá ser um dos sacrificados face à atual situação da empresa. Contrariamente, a marca continua a crescer saudavelmente na China, logo, não estranhes caso ela se foque no seu mercado.

Futuro da Huawei é incerto

Dito isto, a questão que impera é saber como será a Huawei no mercado nos próximos tempos. Algo terá de mudar na estratégia da empresa, caso contrário ela arrisca-se a ficar sem matéria-prima para desenvolver os seus smartphones.

Um dos últimos rumores dá conta de que a Huawei manifestou interesse em voltar a usar os processadores Snapdragon. A Qualcomm também já manifestou o mesmo interesse, mas tudo está dependente do governo americano.

Estamos a um mês das presidenciais americanas e esse evento poderá ser importante para a Huawei. A questão é saber se uma vitória de Joe Biden poderá mudar a posição americana para com a Huawei.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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