Huawei estreia o HarmonyOS 2.0 em novos tablets MatePad a caminho da Europa

Rui Bacelar
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Hoje é um grande dia para a Huawei. A fabricante chinesa acaba de apresentar oficialmente o novo HarmonyOS 2.0, a sua alternativa ao Android da Google, já aplicado aos novos tablets, o Huawei Mate PadPro e o MatePad 11, ambos com aspeto familiar.

A nova interface da Huawei não causará estranheza aos utilizadores de Apple iPad. Aliás, também não será muito estranha aos utilizadores de Android 10, com o aspeto do sistema ser uma mescla entre os melhores atributos de ambos os sistemas operativos.

A nova era da Huawei começa com o HarmonyOS 2.0

Huawei MatePad Harmony OS
Aspeto geral do HarmonyOS aplicado aos tablets Huawei

A Huawei apresentou a sua nova plataforma - o HarmonyOS 2.0 - e alguns produtos que já o integram. Foi uma apresentação virtual dedicada maioritariamente ao software, mas com algum novo hardware como os novos smartwatch (Watch 3) e os novos tablets.

Mais concretamente, temos os novos tablets Huawei MatePad Pro 10.8 e 12.6, além do Huawei MatePad 11. Todos os três novos tablets já empregam a plataforma HarmonyOS 2.0 desenvolvido pela própria tecnológica sediada em Shenzen.

O mais poderoso (flagship) é o MatePad Pro 12.6, colocando-se lado a lado com os Samsung Galaxy Tab S e Apple iPad Pro. A empresa anunciou também uma versão mais compacta, de 10.8 polegadas equipada com o Snapdragon 870 da Qualcomm.

Por fim, o tablet mais económico e modesto é o Huawei MatePad 11, sendo apontado para os estudantes, ou para quem procure um produto mais barato. O seu coração é o Snapdragon 865 da Qualcomm, um dos SoC's mais poderosos de 2020.

Os novos Huawei MatePad Pro e 11 foram hoje apresentados pela Huawei

Em particular os novos Huawei MatePad Pro mostram-nos as capacidades do HarmonyOS 2.0 aplicado aos grandes ecrãs. Aí temos o primeiro vislumbre daquilo que o sistema é capaz de fazer, com destaque para o multi-tasking e ferramentas intuitivas.

Vemos assim, em particular na primeira imagem, que o ecrã inicial dos tablets apresenta a informação bem agrupada. Temos, por exemplo, um cluster ou grupo de ícones para as apps, para o widget do relógio, cartões com informação, entre outros elementos.

Desse modo, a experiência de utilização aproxima-se mais daquela que temos num computador. O utilizador também consegue aceder ao painel de controlo com arrastar a barra de notificações, existindo vários gestos e otimizações da acessibilidade.

O Harmony OS 2.0 suporta o uso de rato nos tablet MatePad

Huawei MatePad HarmonyOS
A experiência de utilização aproxima-se daquela que temos nos computadores.

Para quem quer trabalhar no tablet o HarmonyOS 2.0 suporta o uso de ratos e dá-nos também a pré-visualização de aplicações e conteúdos. Isto muito à semelhança do que temos nos computadores Windows, vindo reforçar a produtividade da plataforma.

De igual modo, também podemos tirar partido da opção Huawei Share para partilhar conteúdos entre o tablet e o computador. É este um dos vetores de inovação fomentada pela fabricante, a uniformização da experiência de utilização, sobretudo para trabalho.

O utilizador pode assim atender chamadas do telefone no computador, ou passar ficheiros do computador para o telefone. Esta é uma das mais-valias da plataforma Huawei Share, agora reforçada e aprofundada para maior velocidade e estabilidade.

Huawei Share, o SideCar do HarmonyOS 2.0

O utilizador pode tirar partido do modo de espelhamento do conteúdo entre o computador e tablet (e vice-versa). Isto funcionará em computadores Windows compatíveis como, por exemplo, os portáteis da própria Huawei.

De igual modo, também poderão usar o MatePad Pro como ecrã secundário, se precisarem de outro monitor. Esta função é particularmente útil em aplicações de edição de imagem e vídeo como, por exemplo, o Photoshop ou o Premiere da Adobe.

O MatePad Pro 12.6 é o mais poderoso tablet Huawei

Huawei MatePad Pro 12.6
O MatePad Pro 12.6 é o modelo mais avançado da Huawei.

As caraterísticas técnicas do tablet MatePad Pro 12.6 incluem um ecrã OLED de 12,6 polegadas com resolução 2560 x 1600 pixeis. A resolução é alta, ainda que a taxa de atualização se fique pelos tradicionais 60 Hz.

Por outro lado, o MatePad Pro de 11,8 polegadas já tem uma taxa de atualização mais elevada, a 120 Hz, mas o tipo de ecrã utilizado é um IPS LCD. O utilizador terá assim que fazer uma escolha sobre as caraterísticas que mais lhe interessam.

Importa ainda frisar que a câmara fotográfica frontal, para selfies e videochamadas, está localizada na lateral esquerda do tablet (ao centro), quando em modo vertical, ou perfeitamente centrada quando na horizontal (modo panorama).

O ecrã do MatePad Pro 12.6 também suporta a reprodução de conteúdos a HDR 10, cobrindo o espaço de cores DCI-P3. Mais ainda, nestes modelos de topo temos um total de 8 altifalantes embutidos, com afinação da Harman/Kardon e 4 microfones.

As diferenças entre os modelos assentam sobretudo no processador usado. Com efeito, no modelo de topo (12.6) temos o chip Kirin 9000E, ao passo que a versão mais compacta (10.8) usa o Snapdragon 870 da Qualcomm.

Ambos os modelos partilham os 8 GB de memória RAM e 128 GB ou 256 GB de armazenamento interno. O módulo de câmaras principais, em ambos, tem três sensores de imagem, sendo uma câmara dedicada ao sensor de profundidade 3D.

Do Kirin 9000E ao Snapdragon 870 nos MatePad Pro

Huawei MatePad

A autonomia pode chegar até às 14 horas de uso diverso com uma só carga no MatePad Pro 12.6 graças à sua bateria com 10 000 mAh de capacidade. É uma autonomia digna de nota, além de uma bateria de enormes dimensões para este formato.

Temos também carregamento rápido, por cabo, até 40 W, ao passo que o carregamento sem-fios chega aos 27 W, também rápido. Há ainda o carregamento sem-fios reverso a 10 W, caso queiram, por exemplo, carregar os auriculares sem-fios.

Já o MatePad Pro de 10.8 tem uma bateria menor, com 7 250 mAh de capacidade, adequando-se ao seu formato mais compacto.

Mais ainda, ambos os tablets podem tirar partido da stylus M-Pencil, bem como do teclado inteligente magnético.

O preço do MatePad Pro 12.6 começa nos 799 € na Europa

Huawei MatePAdPro
Tons de cor disponíveis para os MatePadPro da Huawei.

A disponibilidade dos novos MatePad Pro será também assegurada na Europa. No nosso continente o preço começa nos 799 € para o modelo de 12.6 polegadas, sem que o preço da versão mais compacta - 10.8 - seja para já conhecido.

A fabricante deverá anunciar o preço detalhado das várias versões e datas de chegada ao mercado nos próximos dias.

O mais acessível é o Huawei MatePad 11

Huawei MatePad 11
O modelo de entrada é o novo tablet Huawei MatePad 11.

Para quem procura um tablet mais simples e barato, a Huawei deu-nos a conhecer o novo MatePad 11, também ele com HarmonyOS 2.0. Este modelo "não-Pro" tem um ecrã de 10,95 polegadas, IPS LCD com boa resolução de 2,560 x 1,600 pixeis.

Aliás, também este modelo apresenta uma alta taxa de atualização a 120 Hz. Tem um total de quatro altifalantes afinados pela Harman/Kardon, além de quatro microfones para uma melhor captação de voz, algo especialmente importante nas videochamadas.

O seu "coração" é o antigo Snapdragon 865 da Qualcomm. Este foi um dos melhores processadores em 2020, sendo ainda bastante competente em 2021.

O tablet conta também com 6 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento interno. Podemos encontrar ainda uma bateria com 7 250 mAh de capacidade e carregamento rápido a 22,5 W, além de suportar a stylus M-Pencil e o seu próprio teclado/ capa.

O Huawei MatePad 11 custará desde 399 € na Europa, com mais informações sobre os preços e disponibilidade a serem divulgadas nos próximos dias.

O software é um misto entre o Android da Google e o iOS da Apple

Após a developer preview do HarmonyOS denotar fortes inspirações no Android 10 ao ponto de ser sugerido que o "novo" sistema mais não era que o Android com a skin da EMUI e alguns aprimoramentos, agora temos uma plataforma mais madura.

Note-se que os produtos Huawei continuam sem acesso aos serviços Google, dependendo dos Huawei Mobile Services (HMS).

O novo HarmonyOS 2.0 tem agora fortes inspirações no iOS da Apple, bem como no Android da Google, colhendo bons elementos de ambos. Isto, claro, sem desconsiderar as novas opções e funções exclusivas da nova plataforma da Huawei.

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Rui Bacelar
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