Huawei continuará na lista negra dos EUA. Biden mantém veto de Trump

Rui Bacelar
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A Huawei é uma ameaça à segurança do país. As declarações foram proferidas pela porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki nesta quarta-feira (27) durante uma conferência de imprensa. Os Estados Unidos da América mantêm o veto à chinesa Huawei.

Psaki enterra assim uns rumores que sugeriam uma administração Biden mais leniente para com a China, verificando-se o oposto. A nova administração manterá o veto de Donald Trump à Huawei, ZTE e outras fabricantes asiáticas.

A Huawei, líder mundial de soluções 5G, continuará na lista negra dos EUA

Huawei

A Huawei e outros fornecedores não merecem a nossa confiança, sendo uma ameaça à segurança. Nós e os nossos aliados investiremos em equipamentos de telecomunicações de confiança, afirmou a porta-voz da nova administração Biden.

A pronúncia define assim o tom do executivo Biden no que às relações internacionais e comerciais diz respeito. Tal como no anterior executivo Trump, a China será a principal figura antagónica, teste também avançada por diversos analistas políticos.

Relativamente à China e, sobretudo, na temática das redes 5G, a gestão democrata terá uma atitude similar à anterior, republicana. As esperanças que a fabricante de smartphones pudesse ter de um aliviar das sanções foram agora dissipadas.

Note-se que as primeiras declarações de uma nova administração da Casa Branca ditam, historicamente, o tom a seguir pelo executivo ao longo do seu mandato.

Tal como Trump, Biden fecha a porta à China e à Huawei

Trump Huawei

Tal como avança a Exame, a pronúncia marca assim o início das críticas do governo de Joe Biden à gigante chinesa, Huawei. Algo muito comum no governo de Donald Trump que, aconselhado pelas agências de segurança nacional, colocaria a tecnológica na lista negra do país. Algo que em maio de 2019 assumiu os contornos mais severos para a fabricante de dispositivos móveis.

As críticas de Trump, e sanções por si impostas, foram estendidas aos principais aliados dos EUA, nomeadamente o Reino Unido e a Índia. Ambas as nações, sob pressão norte-americana, barrariam a Huawei e os seus esforços na área do 5G.

A Huawei está impedida de negociar com qualquer empresa norte-americana desde maio de 2019. Mais ainda, as principais fabricantes de chips e semicondutores estão igualmente impedidas de negociar com a fabricante chinesa.

Perante tamanhas condicionantes à sua operação, a Huawei regista uma quebra histórica no mercado dos smartphones. O futuro, contudo, não aparenta ser muito diferente, nem com a nova administração da Casa Branca.

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Rui Bacelar
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