Huawei acredita que irá conquistar o 'mundo' em 2019

António Guimarães

Absolutamente ninguém pode negar o crescimento que a Huawei teve nos últimos anos. Começando com sucesso da sua linha P8 em 2015, até à parceria com a Leica, a empresa chinesa tem usufruido de um sucesso tremendo.

O seu CEO Richard Yu afirmou, no início de 2018, que a Huawei iria ultrapassar a Apple como maior fabricante de smartphones do mundo. Essa "profecia" concretizou-se em agosto.

Todavia, a Huawei tem um grande obstáculo pela frente que é a sua maior concorrente: Samsung. Através do AndroidAuthority, ficámos a saber mais três "previsões" de Yu para 2019 em relação aos objectivos da empresa.

Richard Yu afirma que 2019 é o ano em que a Huawei se vai tornar número um

Numa recente conferência da Huawei em Beijing, o CEO da divisão mobile mencionou o mercado americano, neste caso dos Estados Unidos.

"Mesmo sem o mercado dos Estados Unidos da América, seremos número um no mundo. Acredito que aconteça o mais cedo possível este ano, ou no final do mesmo."

Em 2018, a Huawei esteve, pela sua maioria, a ocupar o terceiro lugar. Contudo isso mudou a meio do ano com a conquista do segundo lugar por parte da empresa de Shen Zhen, enquanto que as suas concorrentes Apple e Samsung tiveram dificuldades.

Huawei finalmente conquistou o desejado segundo lugar, batendo a Apple

Em primeiro lugar a Huawei foi das poucas empresas a ter um crescimento saudável em 2018, um ano considerado difícil para as fabricantes de smartphones. A empresa viu um crescimento de 35% de ano para ano, o que é bastante significativo.

Esse aumento traduziu-se em 208 milhões de smartphones enviados em 2018 versus 153 milhões em 2017. Em comparação, toda a indústria mobile viu um decréscimo de 3% nas encomendas no mundo inteiro.

Mesmo assim, nem tudo são rosas para a gigante chinesa

O ano passado não foi sem controvérsia para a Huawei. A empresa viu governos a banir parcialmente ou mesmo totalmente o seu negócio. Isto devido às alegações de supostas relações próximas com o governo chinês.

Basicamente existem governos que temem que a Huawei possa utilizar os seus smartphones (com os CPU proprietários Kirin) para espiar os cidadãos dos países onde tem negócio.

A detenção da CFO da Huawei, Meng Wanzhou, trouxe bastante tensão

Nesse sentido, devido a estas tensões, a Huawei não tem qualquer negócio nos Estados Unidos. Caso tivesse, facilmente ocuparia o lugar de fabricante número um do mundo.

Contudo, Richard Yu não ficou por aqui. O CEO ainda re-afirmou o lançamento de um smartphone dobrável na Mobile World Congress. Este equipamento estará disponível para compra já em abril.

Em suma, a fabricante está a atacar com força. Os mercados europeu e asiático representam a maioria do seu negócio em mobile. Adicionalmente ainda temos a linha Honor, feita para combater a Xiaomi num mercado mais focado nas vendas online.

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António Guimarães
António Guimarães
Juntamente com os seus atuais companheiros Mi A2 e Surface Go, batalha para elucidar as massas sobre todos os acontecimentos da esfera tecnológica. "Informação é poder" é a frase que o acompanha diariamente. Talvez um dia a coloque numa t-shirt.