Huawei concentra esforços nos chips IA, smartphones ficam em segundo plano

Mónica Marques
Mónica Marques
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Ao que tudo indica, a Huawei está a mudar a sua estratégia de produção. A marca está a optar por dar prioridade ao fabrico de processadores baseados em Inteligência Artificial, aumentando a produção do seu chip Ascend 910B.

A marca chinesa está a alterar a direção dos seus esforços para a área de IA, ainda que tenha de colocar a produção dos seus smartphones, em segundo plano. Há relatos de que, pelo menos, uma das fábricas da Huawei pode abrandar a produção do modelo Mate 70.

Huawei quer responder à crescente procura por chips IA na China

imagem alusiva à empresa Huawei
Smartphones como o Mate 70 podem não ser prioridade em algumas linhas de produção da Huawei Crédito@GerdAltamn/Pixabay

Ainda que esta estratégia pareça surpreendente, sobretudo depois do sucesso que o smartphone Mate 60 teve no mercado chinês, a Huawei está a querer responder à crescente procura pelo chip IA Ascend 910B no seu país.

Atualmente, este processador está a registar uma elevada procura, devido à dificuldade que as marcas chinesas estão a ter em obter chips IA de qualidade, fora das suas fronteiras. Tudo devido às restrições comerciais ditadas pelos Estados Unidos da América.

Ao optar por alterar a sua estratégia de produção, a Huawei pode não só obter mais lucro ao responder a esta crescente procura, como também estabelecer-se no mercado chinês como um dos principais players no segmento de tecnologia baseada em Inteligência Artificial.

Huawei ainda está atrás da Google e da OpenAI

Ainda que a Huawei, assim como outras marcas chinesas, estejam ainda atrás de empresas como a Google e a OpenAI na área de tecnologia de Inteligência Artificial, é notório o esforço e a aposta neste segmento a fim de se colocarem a par e passo das suas congéneres ocidentais.

De acordo com alguns analistas de mercado, com esta nova estratégia de produção, a Huawei está mesmo a pensar e a preparar-se para o futuro que, de algum modo, vai sempre passar por novas tecnologias baseadas em IA.

Os mesmos analistas consideram também que as autoridades chinesas deram já um passo importante para esse mesmo futuro, adotando algumas medidas legais. Atualmente, as empresas precisam de ter aprovação antes de lançarem produtos IA no mercado.

Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira. monicamarques@4gnews.pt