
O preço do petróleo nos mercados internacionais está a registar quedas históricas, mas a lógica do mercado em Portugal voltou a inverter-se: na próxima segunda-feira, dia 6 de julho, os preços da gasolina e do gasóleo vão subir em vez de descer. 1 cêntimo e 3 cêntimos, respetivamente. (via SIC Notícias)
A situação gerou um mal-estar no Governo, levando a ministra do Ambiente a ordenar uma fiscalização urgente e imediata a todas as gasolineiras para perceber o que se está a passar nos postos de abastecimento nacionais.
A queda histórica do petróleo que não chega às bombas
Nas últimas três semanas, o preço do barril de Brent (que serve de referência para o mercado português) afundou mais de 10%, estabilizando na fasquia dos 70 dólares por barril.
Esta descida acentuada deve-se ao acordo de paz alcançado entre os Estados Unidos e o Irão, acompanhado pelo anúncio oficial da reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, o que aproximou o petróleo de valores registados antes da guerra no Médio Oriente.
Embora os valores finais de fecho de contas só fiquem fechados na sexta-feira, a tendência de subida é praticamente certa.
Ministra do Ambiente perde a paciência e avança com inspeção
Perante este cenário, a ministra do Ambiente garantiu publicamente que não existem motivos económicos que justifiquem uma descida tão lenta dos preços ao consumidor e avançou com um pedido formal de fiscalização às secretarias de inspeção do setor.
Os analistas de mercado deixam um aviso pouco animador: devido à escassez de refinamento e às margens de lucro das operadoras, os preços dos combustíveis deverão manter-se artificialmente altos ao longo dos próximos meses. Uma redução mais justa e significativa nas faturas dos condutores só deverá começar a fazer-se sentir lá mais para o final do ano.
Para que conduzas sempre em segurança...
