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Há algo a atacar Macs e quase ninguém consegue detetar

A Mosyle identificou dois novos malwares para o macOS que conseguem passar despercebidos aos mecanismos de segurança tradicionais. O Phoenix Worm e o ShadeStager mostram que o ecossistema da Apple está sob forte ataque.

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Imagem gerada por IA | Microsoft Copilot

Se achavas que o teu Mac era uma fortaleza invulnerável, as notícias da Mosyle podem fazer-te repensar. A equipa de investigação de segurança da empresa, líder na gestão de dispositivos Apple, detetou duas novas ameaças, o Phoenix Worm e o ShadeStager, que têm algo em comum: passam totalmente despercebidas aos antivírus atuais.

Esta descoberta surge numa altura em que o macOS está mais vulnerável a malware do que nunca, com os cibercriminosos a abandonarem ataques mais visíveis em favor de métodos mais persistentes e silenciosos.

Phoenix Worm: o vírus silencioso que prepara o terreno

O Phoenix Worm é aquilo a que os especialistas chamam um “stager”. Desenvolvido em Golang, este malware não ataca de forma direta. Em vez disso, instala-se de forma discreta no sistema para criar uma base de operações.

Depois de entrar no teu Mac, comunica com um servidor remoto, gera identificadores únicos e prepara o caminho para uma segunda fase de ataques mais agressivos. O maior perigo está na sua descrição: no momento da análise, nenhum antivírus conseguiu detetar as variantes para macOS ou Linux.

ShadeStager: o ladrão de credenciais focado em profissionais

Ao contrário do Phoenix Worm, o ShadeStager funciona como uma ferramenta de pós-exploração. O objetivo é claro: roubar dados de elevado valor.

Este malware foca-se sobretudo em ambientes de desenvolvimento e infraestruturas na cloud, procurando por:

  • Chaves SSH e hosts conhecidos
  • Credenciais de serviços como AWS, Azure e GCP
  • Ficheiros de configuração
  • Perfis completos de navegadores

Embora estas duas ameaças não estejam diretamente relacionadas, ambas recorrem a linguagens como Go e Rust para garantir compatibilidade entre plataformas e evitar assinaturas estáticas facilmente detetáveis pelos antivírus.

Como te podes proteger destas novas ameaças?

A realidade da cibersegurança em 2026 mostra que as assinaturas tradicionais de antivírus já não são suficientes. É cada vez mais importante apostar em soluções de deteção comportamental e em visibilidade em tempo real.

Para quem trabalha com dados sensíveis ou em ambientes de desenvolvimento, reforçar a segurança deixou de ser opcional e é essencial.

Além disso, é fundamental manter o teu sistema atualizado. Lembra-te que há uma nova forma de instalar atualizações de segurança nos dispositivos Apple que deves aproveitar para estar sempre protegido contra as vulnerabilidades mais recentes.

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Miguel Vieira
Miguel Vieira
Redator no 4gnews com formação em Programação e Multimédia. Cobre tecnologia, gaming e mobilidade elétrica, com presença em eventos como a Web Summit, Lisboa Games Week, ECarShow e SAHE.