Google vai acabar com aplicações que espiam outras instaladas no smartphone

Carlos Oliveira
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A Google deu hoje a conhecer uma alteração importante nas regras para as aplicações presentes na Play Store. Em suma, estas passarão a estar impedidas de espiar outras aplicações que estejam instaladas no mesmo smartphone.

Esta é a mais recente medida tomada pela Google que visa aumentar a privacidade dos seus utilizadores. Aliás, a empresa americana classifica as aplicações como contendo “informações pessoais e sensíveis”.

Em causa está uma restrição no acesso de determinadas aplicações ao parâmetro “QUERRY_ALL_PACKAGES”. Isto é precisamente aquilo que possibilita que qualquer aplicação possa ter conhecimento das restantes instaladas no teu smartphone Android.

Google Pixel 4a

A partir de 5 de maio, os programadores terão de fundamentar muito bem aquilo que os motiva a requerer o acesso a essas informações. Já a partir de novembro deste ano, qualquer aplicação que queira estar presente na Play Store terá de obedecer esta nova política de privacidade.

Acesso a informações de outras aplicações só mesmo em casos indispensáveis

A Google clarifica, no entanto, que o acesso a este tipo de informações não será totalmente barrado. Este acesso continuará a ser conhecido a aplicações essenciais, como é exemplo um antivírus ou explorador de ficheiros.

Mas para isso, o programador terá de justificar por que razão a sua aplicação não conseguirá funcionar corretamente sem esse tipo de acesso. E mesmo aquelas que passem neste crivo inicial, terão de preencher um formulário na Play Console a explicar o porquê dessas permissões.

Estas decisão tem como intuito principal prevenir que aplicações maliciosas consigam aceder a informações provenientes dos seus pares. O problema é se estas consigam disfarçar-se como essenciais e assim ter acesso a dados que não deveriam conhecer.

As aplicações que não cumpram com as novas regras da Google serão impossibilitadas de enviar novas atualizações para a Play Store. Desse modo, acabarão por tornar-se obsoletas.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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