O mês passado foi descoberta uma aplicação na Arábia Saudita chamada Absher. Esta app tem causado descontentamento pelo mundo inteiro pelo seu teor opressor.
Portanto, o Absher permite que os homens controlem as suas mulheres e filhas pelo smartphone. Assim sendo, a app envia uma mensagem se a mulher tentar sair do país e pode mesmo bloquear o seu passaporte.
Nesse sentido, um senador americano escreveu uma carta para a Google e Apple, que mantém a aplicação nas suas respectivas lojas. A mesma solicita que a app seja removida do iOS e Android.
A pressão está em cima da Google e Apple por esta app controversa
Posteriormente, outra carta foi enviada por 14 membros da câmara de deputados dos Estados Unidos. Esta foi enviada directamente a Sundar Pichai e Tim Cook, os reconhecidos CEO das gigantes tecnológicas.
Primeiramente, essa carta declara que tanto a Apple como a Google são cúmplices na opressão de mulheres sauditas. Esta acusação deve-se ao facto das suas lojas suportarem a aplicação de forma normal.
Assim sendo, para já, as empresas não providenciaram uma resposta satisfatória. A Apple respondeu que estava a analisar a aplicação, o que foi considerado uma táctica de empate. Em segundo lugar, a Google recusou-se a remover a aplicação, afirmando que cumpre os termos e condições.
A verdade é que esta é uma situação muito complicada. Sendo empresas globalizadas, a Apple e Google tem que disponibilizar os seus serviços a todos os países. Mesmo que isso signifique permitir aplicações destas.
Contudo, até que ponto é que podemos ignorar certas acções sob a desculpa de "é uma cultura"? Até mesmo fora do contexto da Arábia Saudita, estamos a falar de uma aplicação que facilita o controlo e localização de seres humanos. Algo que pode ser globalmente utilizado para fins criminosos.
Editores 4gnews recomendam:
Falha de segurança obriga à remoção do Google Fotos da Android TV
WebAuthn é o princípio do fim das passwords como as conhecemos
Apex Legends continua a crescer e bate recordes inacreditáveis
Fonte