Fungo que se alimenta de radiação pode salvar astronautas. Entende como

António Guimarães
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Apesar da tragédia que foi a explosão do reator nuclear em Chernobyl, o acontecimento trouxe algumas descobertas científicas interessantes. Uma delas é um fungo encontrado nos anos 90, que segundo a NASA, pode vir a ser útil na exploração espacial.

Este fungo em específico é extremamente raro no seu comportamento, pois não só consegue tolerar os altos níveis de radiação, mas alimenta-se da mesma. Investigadores descobriram que o fugo consegue converter a radiação em energia para crescimento.

É muito irónico que tal fungo se tenha desenvolvido, mostrando que até nas condições mais adversas, é possível que a vida prolifere. Chernobyl continua coberto de níveis perigosos de radiação até hoje, apesar de já terem passado mais de 20 anos desde o famoso incidente.

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A explosão em Chernobyl, perto da cidade de Pripyat, foi considerado o pior desastre nuclear na história da humanidade

NASA tem vindo a estudar o fungo há anos

De acordo com a NASA, o fungo tem vindo a ser estudado nos últimos anos. Numa das experiências, a NASA enviou oito espécies do fungo resistente a radiação, encontrados em Chernobyl para o espaço, mais especificamente a Estação Espacial Internacional.

A verdade é que quando viajando para o espaço, astronautas são expostos a níveis de radiação superiores aos encontrados na Terra. Assim sendo, proteção contra radiação é extremamente importante e uma prioridade nas investigações da NASA.

Desta forma, o objetivo é que este fungo ajude a criar novos tratamentos para isolar os astronautas da radiação. Caso consigam, a descoberta pode levar a nossas possibilidades na exploração espacial, permitindo viagens mais longas e mais abrangentes.

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António Guimarães
António Guimarães
Juntamente com os seus atuais companheiros Mi A2 e Surface Go, batalha para elucidar as massas sobre todos os acontecimentos da esfera tecnológica. "Informação é poder" é a frase que o acompanha diariamente. Talvez um dia a coloque numa t-shirt.