Facebook quer colocar mais restrições para transmissões em direto

Carlos Oliveira

Na sequência dos recentes ataques na Nova Zelândia, o Facebook está a estudar novas formas de prevenir que algo do género se repita. Mais concretamente, a rede social está a estudar formas de restringir certas pessoas de iniciar transmissões em direto.

A novidade chega-nos por intermédio de Sheryl Sandberg, COO da empresa fundada por Mark Zuckerberg. De acordo com o que ela adianta, estas restrições poderão ser impostas tendo por base, por exemplo, violações aos Padrões da Comunidade.

Facebook Live

Para além disso, Sandberg revela que a plataforma está a estudar formas de prevenir a propagação de versões editadas de conteúdos violentos. A ideia é prevenir que este tipo de conteúdos se espalhe mesmo que alguém o consiga modificar ligeiramente para contornar os métodos de deteção automática do Facebook.

Facebook quer prevenir a repetição de casos como o da Nova Zelândia

Prova da emergência na correção deste último caso foram as cerca de 900 diferentes versões do vídeo do massacre na Nova Zelândia. Segundo Sandberg, foram vários os utilizadores que se deram ao trabalho de editar aquelas imagens para que estas continuassem a propagar-se pela rede social.

Tal como as coisas estão hoje, é fácil começar uma transmissão em direto na maior rede social do mundo. Quem tiver em sua posse um smartphone rapidamente pode mostrar ao mundo o que está a fazer num determinado momento.

Facebook

O problema desta política emerge em casos como o do recente massacre na Nova Zelândia. Rapidamente aqueles horríveis imagens chegaram a milhares de pessoas por todo o mundo de forma gratuita.

Essas mesmas imagens foram, de igual forma, rapidamente retiradas do ar, mas não sem que antes um bom número tivesse visualizado aqueles momentos de terror, em direto. Com efeito, esta nova medida do Facebook quer precisamente prevenir que este cenário se repita.

Ainda assim, poderá não ser muito fácil bloquear este tipo de transmissões de uma forma 100% assertiva. Nem todos mostram publicamente comportamentos de radicalismo, pelo que o bloqueio desta funcionalidade poderá, inadvertidamente, afetar também aqueles que querem partilhar conteúdo legítimo.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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