
O futuro ninguém sabe ao certo, mas pode ser interessante imaginá-lo. Como tal, perguntamos à IA do Claude quais os telemóveis que irão ficar extintos até 2030. A resposta foi interessante.
É claro que estamos a falar de meras suposições e previsões. Não as devemos encarar como factos consumados. Mesmo assim, não deixa de abrir espaço à reflexão.
O que disse a IA?
Face à questão colocada, eis a resposta que obtivemos do Claude:
"Há algumas tendências que sugerem que certos tipos de telemóvel podem desaparecer ou tornar-se irrelevantes até 2030:
Quase certo que vai desaparecer:
- Telemóveis com botões físicos (feature phones básicos) — o mercado está em queda acentuada, especialmente com smartphones de baixo custo cada vez mais acessíveis em países em desenvolvimento.
Provavelmente em declínio severo:
- Telemóveis com porta de carregamento física (Lightning/USB-C) — a Apple já transitou para MagSafe/sem fios, e a tendência do carregamento sem fios está a crescer rapidamente.
- Telemóveis com entrada para auscultadores (jack 3,5mm) — já praticamente desapareceu dos topo de gama.
Incerto mas possível:
- Smartphones com ecrã plano tradicional — os ecrãs dobráveis estão a evoluir e a baixar de preço; é possível que em 2030 os foldables sejam mainstream.
- Telemóveis sem conectividade satelital — a tendência é que todos os dispositivos incluam esta função por razões de segurança.
O que provavelmente vai substituir:
Há quem argumente que o próprio conceito de "telemóvel como ecrã" pode ser desafiado por óculos de realidade aumentada (como os que a Apple, Meta e Google estão a desenvolver) — mas isso parece mais provável para depois de 2030.
No geral, o mais seguro é dizer que o feature phone básico tem os dias contados. Os smartphones vão continuar, mas transformados".
Faz sentido a previsão da IA?
Quanto à resposta do Claude, não consigo concordar numa parte considerável das respostas. Por exemplo, acho que o carregamento com fios não vai deixar de existir. Pelo menos, não há nada que o sugira. No máximo, acredito que o carregamento sem fios continue a evoluir consideravelmente, mas não ao ponto de extinguir a opção tradicional.
Também não acredito que os telemóveis dobráveis tomem conta do mercado. Podem ganhar mais popularidade, com o passar do tempo, mas o seu preço tão elevado é um grande entrave à sua democratização. Já para não falar na sua durabilidade, que tende a dever aos modelos tradicionais.
Discordo ainda do "adeus" aos telemóveis com entrada para auscultadores. Ainda muitos utilizadores têm fones deste tipo e não me parece provável que, de forma generalizada, estas entradas deixem de existir.
Esta resposta do Claude corrobora aquela que é a minha opinião (e de muitos) sobre a IA: é um recurso muito útil, mas não dá para confiar cegamente ou para basear opiniões com base no que ela diz.
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