Basta escreveres o teu endereço de email numa caixa de pesquisa e, em segundos, sabes se ele já apareceu nalguma fuga de dados conhecida — sem instalar nada, sem criar conta e completamente grátis. A ferramenta chama-se Have I Been Pwned e é hoje a referência mundial em segurança digital para este tipo de verificação.
O que é e como funciona
Criado em 2013 pelo especialista australiano em cibersegurança Troy Hunt, o Have I Been Pwned (disponível em haveibeenpwned.com) agrega e indexa dados de fugas de informação publicamente conhecidas — desde lojas online a redes sociais, passando por serviços de streaming e plataformas de trabalho. Atualmente, o site tem indexadas quase 17,7 mil milhões de contas comprometidas, resultado de mais de mil fugas de dados diferentes catalogadas ao longo dos anos.
O processo não podia ser mais simples: escreves o teu email na caixa de pesquisa da página principal e o site mostra de imediato se esse endereço apareceu nalguma fuga registada, indicando o nome do serviço afetado, a data do incidente e que tipo de dados foi exposto (passwords, números de telefone, moradas, entre outros).
Também é possível verificar passwords
Além do email, o Have I Been Pwned tem uma secção dedicada — "Pwned Passwords" — onde podes verificar se uma password específica já foi encontrada em alguma base de dados de credenciais comprometidas. A password nunca é enviada em claro para os servidores do site, o que garante que a tua privacidade não fica em risco só por estares a fazer a verificação.
Alertas automáticos
Se preferires não ter de andar a verificar manualmente de vez em quando, o site permite ativar alertas por email: sempre que o teu endereço aparecer numa nova fuga de dados, recebes uma notificação automática, sem teres de voltar a visitar o site.
Porque vale a pena verificar
Casos recentes mostram porque esta verificação importa: só este ano, o Have I Been Pwned confirmou a exposição de 183 milhões de credenciais associadas a contas Gmail, descobertas através da análise de dados recolhidos por malware especializado em roubo de informação (os chamados "infostealers"). Este tipo de incidente é cada vez mais comum e, muitas vezes, os próprios utilizadores só descobrem que foram afetados através de ferramentas como esta.
Se descobrires que o teu email consta de alguma fuga, a recomendação é simples: muda a password do serviço em causa (e de qualquer outro onde uses a mesma password) e ativa a autenticação em dois fatores sempre que possível.