Se "Frankenstein" tem tudo para arrecadar vários Óscares, há um outro surpreendente filme que chegou à Netflix nos últimos dias que está a deslumbrar toda a gente.
Trata-se de "Sonhos e Comboios" ["Train Dreams"], do realizador Clint Bentley. Este belíssimo drama, baseado na obra literária homónima de Denis Johnson conta com Joel Edgerton (Robert Grainier) e Felicity Jones (Gladys Grainier) no papel de protagonistas.
Qual o enredo?

Segue a trajetória de Robert Grainier, um homem cuja existência acompanha o ritmo acelerado de transformação dos Estados Unidos no início do século XX.
Órfão desde cedo, Robert cresce nas vastas florestas do Noroeste Pacífico e dedica-se à construção das linhas férreas, participando na expansão de um país em plena mudança. Entre jornadas longas e exigentes, conhece Gladys, com quem forma uma família marcada por afeto e esperança, embora o trabalho o afaste frequentemente do lar.
No entanto, a vida de Robert sofre um duro golpe que muda tudo. A partir desse momento, passa a encontrar na natureza que o rodeia uma mistura de beleza crua e dureza absoluta, percebendo nas árvores que derrubou e nas paisagens que o acolhem um novo sentido para continuar.
O que diz a crítica?
No Rotten Tomatoes, segue com uns impressionantes 95% de aprovação da crítica, oriundos de cerca de 200 reviews de alguns dos mais reputados críticos e que lhe valem o estatuto Fresh.
"Uma belíssima reflexão sobre os Estados Unidos, habilmente conduzida por uma das melhores interpretações de Joel Edgerton, 'Train Dreams' assume proporções míticas, mantendo, ao mesmo tempo, uma delicadeza emocional intimista", escrevem os críticos de forma unânime.
"É visualmente deslumbrante, o tipo de filme em que cada fio de erva, cada ramo retorcido de uma árvore, cada pequena ondulação de um rio caudaloso, parece cantar como um indivíduo", regista a TIME Magazine.
"O filme reconhece a essência da história de Johnson... A execução, no entanto, é exuberante, por vezes surpreendentemente bela, pictórica e evocativa do tema elegíaco de Johnson sobre uma América de outrora", sublinha o The Wall Street Journal.
