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Estas são as razões para alguns smartphones Xiaomi serem exclusivos da China

Alguns dos smartphones da Xiaomi mantêm-se como exclusivos do mercado chinês e ainda que tal desagrade a muitos fãs da marca, há razões fortes para isso acontecer.

Xiaomi 17 Pro Max
Xiaomi 17 Pro Max Crédito@Xiaomi

Estratégia de preços competitivos

Recentemente, a marca chinesa lançou o novo Xiaomi 17 Ultra no mercado chinês. Anteriormente, já tinha disponibilizado outros três modelos desta série também no seu país de origem. Ora se é esperado que o Xiaomi 17 e 17 Ultra sejam lançados a nível global, é esperado que os modelos Xiaomi 17 Pro e 17 Pro Max se mantenham como exclusivos do mercado chinês.

Esta é uma estratégia recorrente da marca chinesa aplicada ao seu amplo portefólio de smartphones, especialmente nas submarcas POCO e Redmi. No mercado chinês, a Xiaomi consegue praticar preços bastante competitivos (leia-se acessíveis) e isso dá-lhe uma forte vantagem no mercado.

No entanto, a marca chinesa não consegue replicar esses mesmos preços no mercado global. Devido aos custos de importação, taxas e impostos em vigor e distribuição local, a Xiaomi é obrigada a encarecer smartphones que, na China, são considerados modelos competitivos na sua relação qualidade/preço.

Serviços Google e redes diferentes

Lançar um modelo a nível internacional não passa apenas por disponibilizar um software em outros idiomas além do chinês. Na Europa e no continente americano os smartphones têm que operar em redes diferentes (bandas de frequência 4G e 5G). Tal implica adaptar o hardware desses modelos às frequências disponíveis em cada região, o que implica um custo extra na linha de produção.

Por outro lado, os modelos disponibilizados no mercado chinês estão associados ao ecossistema do país, no que respeita a serviços, plataformas online e software. Por exemplo, os terminais chineses da Xiaomi não têm as apps e serviços da Google integrados, além de terem a interface HyperOS totalmente integrada em outras plataformas e serviços disponíveis na China.

Este é outro esforço no custo e desenvolvimento de um terminal lançado fora da China. E com a frequência com que a Xiaomi lança smartphones no mercado chinês, torna-se insustentável – a nível financeiro e de recursos humanos – adaptar tantos terminais.

Portanto, em resumo, cada smartphone da Xiaomi lançado, tanto no mercado chinês como no global, implica uma alocação elevada de recursos humanos e financeiros que depois obriga a marca a mexer no preço final de venda ao público. E a Xiaomi pretende continuar a ser conhecida pela boa relação qualidade/preço dos seus smartphones. Mas para isso tem de manter modelos exclusivos do seu mercado nacional.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Ao longo de mais de 20 anos de carreira na área da comunicação assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech. Em 2020 juntou-se à equipa do 4gnews.