Para além do terceiro melhor filme de sempre estar a poucos dias de abandonar o catálogo português da Netflix, há mais uma obra-prima que vai deixar a plataforma bem mais pobre já a 31 de outubro.
Os dois volumes de "Kill Bill", de Quentin Tarantino com Uma Thurman saem do catálogo português da Netflix a 31 de outubro.
Quem nunca viu ou quer revê-la de seguida, tem pouco mais de uma semana. Uma Thurman interpreta a protagonista, conhecida apenas como a Noiva, numa personagem que ficou colada ao fato-macaco amarelo e à katana.
David Carradine dá voz e presença ao Bill, o antigo chefe e amante que lhe estragou o casamento.
O enredo
No dia do casamento, a Noiva e todos os convidados são chacinados pelo Deadly Viper Assassination Squad, o grupo de assassinos a que ela própria pertenceu, comandado pelo homem que amava.
Beatrix sobrevive, entra em coma e acorda quatro anos depois, decidida a riscar uma lista de nomes. O primeiro volume leva-a até Tóquio, onde enfrenta a chefe da yakuza O-Ren Ishii e um exército de capangas num ajuste de contas que se tornou lendário.
O segundo recua no tempo, mostra como ela se formou e segue as últimas vítimas até chegar a Bill.
Os dois filmes funcionam como uma única história, partida a meio, onde a violência estilizada convive com homenagens ao cinema de artes marciais e ao western.
Os prémios
Nenhum dos filmes recebeu nomeações para os Óscares. Mesmo assim, Uma Thurman foi nomeada para o Globo de Ouro de melhor atriz em ambos os volumes e para um BAFTA pelo primeiro.
David Carradine também concorreu ao Globo de Ouro de melhor ator secundário pelo segundo filme.
O que diz a crítica?
O primeiro filme tem 85% de aprovação junto da crítica no Rotten Tomatoes. "É, reconhecidamente, pouco mais do que um thriller de vingança elegante — embora seja um filme que beneficia de uma profusão de estilo extremamente criativa", escrevem os críticos.
Já o segundo soma 84% entre os críticos. "Acrescenta mais enredo e diálogos às aventuras repletas de ação do seu antecessor, conseguindo, ao mesmo tempo, ser uma sequela devidamente impactante", lê-se.