
Muito possivelmente, a câmara do teu telemóvel até é melhor do que pensas. O problema, em alguns casos, é que há hábitos que a maioria das pessoas tem ao fotografar com o telemóvel que sabotam o resultado final, e o pior é que são tão automáticos que ninguém repara neles. Aqui ficam três erros que provavelmente estás a cometer agora mesmo.
1. Estás a usar o zoom digital em vez de te aproximares
Quando afastas os dedos no ecrã para dar zoom, o que estás a fazer na maioria dos casos é ampliar digitalmente a imagem, o que é basicamente o mesmo que tirar a foto e cortá-la depois. O resultado é uma fotografia com menos detalhe, mais granulado e pior qualidade geral.
A solução mais simples é também a mais óbvia: aproxima-te fisicamente do objeto. Se não consegues aproximar-te, usa o zoom ótico, que nos telemóveis com múltiplas câmaras corresponde geralmente ao botão 2x ou 3x. Esse zoom usa uma lente dedicada e não perde qualidade. Tudo o que estiver entre esses valores fixos é zoom digital e deve ser evitado sempre que possível.
2. Não estás a bloquear o foco nem a exposição
Por vezes, tiras uma foto que fica mal exposta ou desfocada. Mas o que se calhar aconteceu é que o telemóvel escolheu automaticamente onde focar e como expor a imagem... e escolheu mal. Isto acontece mais do que parece, especialmente em cenas com vários planos ou com contraste de luz.
A solução está literalmente à distância de um toque. Pressiona durante um segundo no ponto da imagem que queres em foco. Em alguns telemóveis, aparece um ícone de cadeado que indica que o foco e a exposição estão bloqueados. A partir daí, a câmara não vai ajustar automaticamente, independentemente do que mudes no enquadramento. É um hábito pequeno que muda completamente a consistência das fotografias.
3. Estás a disparar num momento quando devias disparar em rajada
Há uma ideia instalada de que uma boa fotografia é aquela que acertas à primeira. Na prática, os melhores fotógrafos de telemóvel fazem o oposto: disparam muitas fotografias em sequência e escolhem a melhor depois.
Em muitos telemóveis, a funcionalidade ativa-se mantendo o botão de disparo pressionado. Em vez de uma fotografia mediana, ficas com dez opções e escolhes a que tem a expressão certa, os olhos abertos, o movimento perfeito. A memória do telemóvel aguenta (em princípio) e a diferença no resultado final pode valer a pena.
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