Estados Unidos da América apertam o garrote a empresas como a Huawei

Rui Bacelar
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A administração Biden tomou novas ações que resultarão no agravar das dificuldades enfrentadas pela Huawei e outras empresas chinesas a operar, sobretudo, no ramo da tecnologia. Washington baniu investimentos norte-americanos em tecnológicas chinesas.

Entre as principais empresas afetadas estão a Huawei, SMIC, bem como outras empresas de tecnologia e sistemas de defesa. Estas entidades passam agora a figurar numa nova lista, sendo privadas de possíveis investimentos e capital norte-americano.

Huawei sai mais prejudicada com recente ação dos EUA

Joe Biden EUA
Joe Biden, atual presidente dos Estados Unidos da América. Crédito: REUTERS/Jonathan Ernst

A administração Biden emitiu uma ordem executiva que barra efetivamente qualquer entidade norte-americana de investir em empresas chinesas. Sobretudo as entidades que tenham ligações ao exército da China, bem como a sistemas de informação e vigilância.

De acordo com a peça avançada pela agência Reuters, a ordem executiva abrange 59 empresas chinesas entre as quais se inclui a Huawei. Mais ainda, o Departamento do Tesouro norte-americano disse que tal lista será atualizada gradualmente consoante o necessário.

Entre as principais visadas está a supracitada Huawei, bem como a SMIC, a fabricante de semicondutores, chips e outros componentes essenciais para a indústria mobile. Inclui-se também a Hikvision, empresa dedicada à videovigilância.

"Determino que o uso de tecnologia de videovigilância chinesa fora da China, bem como o desenvolvimento ou uso de tecnologia de vigilância chinesa para facilitar a repressão ou abuso sério dos direitos humanos consistem ameaças extraordinárias", apontou Biden ao justificar a ordem executiva por si assinada.

Mais empresas podem ser adicionadas a esta lista de embargo à China

Huawei

Mais ainda, de acordo com declarações oficiais prestadas à agência Reuters, mais empresas chinesas podem ser adicionadas a esta lista de embargo de novos investimentos e capital norte-americano ao longo dos próximos meses. É, portanto, um aviso claro a mais tecnológicas sediadas na China.

A ordem executiva produz efeitos a partir do dia 2 de agosto, data da entrada em vigor. A partir daí, os investidores norte-americanos terão mais 365 dias para dispersar os fundos que tivessem investidos em empresas da China, bem como às que se possam juntar à lista de embargo com o passar do tempo.

Recordamos, por exemplo, que recentemente a Xiaomi também estava numa lista de cariz similar. Entretanto, a fabricante de smartphones viu este possível garrote a ser-lhe retirada para alívio da mesma.

Um destino negro evitado pela Xiaomi

De momento, contudo, não sabemos o quanto isto poderá afetar negativamente a Huawei e a sua posição cada vez mais periclitante no mercado global de smartphones. A tecnológica abraçou recentemente o HarmonyOS 2.0 como o seu novo rumo, uma última esperança para se manter neste segmento.

Ainda assim, não deixam de ser más notícias para uma fabricante que, após recomendação das várias agências de informação e segurança norte-americanas seria colocada, por ordem de Donald Trump, na lista-negra do país.

Por fim, empresas como a fabricante de semicondutores SMIC não deverão ser afetadas de forma significativa. De acordo com os analistas de mercado o governo chinês apoiará esta empresa crucial para a produção de chips e outros componentes.

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Rui Bacelar
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