Empresa israelita afirma que consegue desbloquear qualquer dispositivo iOS ou Android

António Guimarães
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A Cellebrite, empresa forense israelita, desenvolveu um sistema capaz de desbloquear qualquer iPhone, iPad ou equipamento Android. A empresa está tão confiante que partilhou no Twitter a nova versão do seu serviço, chamado UFED Premium (Aparelho de Extração Forense Universal).

Cellebrite is proud to introduce #UFED Premium! An exclusive solution for law enforcement to unlock and extract data from all iOS and high-end Android devices. To learn more, click here: https://t.co/WHsaDxzoXz pic.twitter.com/BSixEkyAuL

— Cellebrite (@Cellebrite_UFED) 14 de junho de 2019

Este serviço é vendido à polícia ou mesmo governos, com a intenção de desbloquear equipamentos pertencentes a criminosos ou que possam conter informação sensível.

No entanto, não é a primeira vez que a Cellebrite tem destaque por causa do seu sistema de desbloqueio. Em 2016, a empresa ficou conhecida por supostamente colaborar com o FBI para desbloquear o iPhone 5C de um terrorista, algo que a Apple recusou-se a fazer.

A que dados terá acesso o UFED Premium

No site oficial, a Cellebrite explica que o UFED vai permitir às autoridades acesso a dados de terceiros, conversas, e-mails guardados com respectivos anexos e até conteúdo apagado do telemóvel.

A Cellebrite detalhou ainda que o UFED consegue desbloquear dispositivos iOS desde a versão 7 à recente 12.3. Em relação ao Android, os únicos modelos mencionados foram desde o Samsung Galaxy S6 ao Galaxy S9. Huawei e Xiaomi também foram mencionadas.

Há quem considere este tipo de serviços violação de privacidade

Este tipo de serviços e aparelhos existem numa área moral cinzenta. Nos comentários da publicação temos a maioria dos utilizadores a discordar da ética da Cellebrite.

Um comentário bastante pertinente afirma que era preferível vender estes serviços à Apple ou Google para tornar os telemóveis mais seguros. Por outro lado isso tornaria os equipamentos impenetráveis, dando mais poder a indivíduos mal intencionados.

A questão é: até que ponto é moralmente ético as autoridades ou governo poderem desbloquear equipamentos pessoais em busca de informação? Apenas em casos de crime ou terrorismo? E se existirem apenas suspeitas? Deixa a tua opinião nos comentários.

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António Guimarães
António Guimarães
Juntamente com os seus atuais companheiros Mi A2 e Surface Go, batalha para elucidar as massas sobre todos os acontecimentos da esfera tecnológica. "Informação é poder" é a frase que o acompanha diariamente. Talvez um dia a coloque numa t-shirt.