
O ano de 2026 arranca com aumento de preços no mercado nacional de telecomunicações. Enquanto os três operadores históricos preparam as habituais atualizações de preços baseadas na inflação, a DIGI optou por manter a sua tabela inalterada sem quaisquer aumentos na fatura dos clientes.
DIGI foi a única das quatro operadoras a não anunciar aumento de preços
A operadora de origem romena foi a única das quatro principais a não anunciar alterações para o novo ano. Acaba por reforçar a estratégia de conquista de quota de mercado que tem vindo a implementar desde a sua entrada oficial há um ano e após a aquisição da Nowo em 2024.
Os dados da ANACOM relativos à primeira metade de 2025 já mostravam uma DIGI a servir 2,8% dos clientes de serviços em pacote. Do outro lado da barricada, a realidade é bem diferente para os clientes das operadoras tradicionais. A justificação prende-se com os crescentes custos operacionais, que incluem despesas com energia, transporte e manutenção de equipamentos de rede.
Aumentos de preços entre os 2,1 e 2,2%
As atualizações seguem a taxa de inflação esperada para 2025, situada entre os 2,1% e os 2,2%. São, aliás, valores que estão previstos contratualmente e que, por isso, não constituem justa causa para rescisão.
A Vodafone Portugal é a primeira a avançar, com as novas tarifas a entrarem em vigor já a partir de 9 de janeiro. A empresa alega a necessidade de continuar a investir na qualidade do serviço. Existem, contudo, exceções importantes. Os novos contratos ou renovações feitas a partir de 11 de novembro, tarifários pré-pagos e ofertas recentes como o Yorn Chill ou RED All In ficam protegidos deste aumento. Para os clientes empresariais, a atualização só chegará em julho para novas adesões.
Amigo, Uzo e Woo não sofrem aumentos
No caso da MEO, a atualização de preços também é uma realidade confirmada, baseada nos valores da inflação. A operadora salvaguardou, no entanto, os segmentos mais jovens e digitais. Os tarifários das submarcas Uzo e Moche não sofrerão quaisquer alterações durante 2026 e mantêm as condições atuais.
A NOS, que tinha optado por absorver os custos em 2025 num ano de contenção, decidiu que não consegue manter essa política em 2026. A partir de 1 de fevereiro, os preços sobem para pacotes com televisão, tarifários móveis pós-pagos e serviços empresariais. A operadora aponta o agravamento contínuo dos custos do setor como a razão desta decisão.
O que representam os aumentos para a tua carteira
Para a carteira dos portugueses, estas atualizações representam um acréscimo real, como refere o E-konomista. Numa fatura mensal de 50 euros, um aumento de 2,2% traduz-se em mais 1,10 euros por mês. Pode parecer pouco isoladamente, mas representa cerca de 13 euros anuais que saem do orçamento familiar. Algo que os clientes da DIGI, para já, não terão de preocupar-se.
