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Como escolher uma TV: critérios essenciais para não errares na compra em 2026

Quando entras numa loja de eletrónica ou abres um site para comprar uma televisão, há centenas de modelos, siglas confusas e vendedores a tentar impingir a tecnologia da moda. A verdade é que a maioria das pessoas acaba por gastar dinheiro a mais em funcionalidades que não usa, ou a menos num ecrã que não serve para a sua sala.

Este é o guia definitivo, atualizado para a realidade de 2026, onde te vamos ensinar a entender uma ficha técnica e a fazer uma compra informada como um profissional. Para te facilitar a vida, começamos com o que realmente importa: tamanho e distância. Se falhares aqui, nada do resto interessa.

Tamanho e distância

Antes de olhares para marcas ou cores, tens de pegar na fita métrica. Uma TV gigante numa sala pequena causa cansaço visual, enquanto uma TV pequena numa sala grande mata a imersão. A nossa tabela de referência cruza a diagonal do ecrã (polegadas e cm) com a distância recomendada a que o teu sofá deve estar.

Tamanho (Pol.) Diagonal (cm) Distância ideal do sofá Ideal para
32" 81 cm 1,3 m Cozinhas, quartos pequenos
40" - 43" 102 - 109 cm 1,7 - 1,8 m Quartos, estúdios, escritórios
48" - 50" 122 - 127 cm 2,0 - 2,1 m Salas pequenas, quartos grandes
55" 140 cm 2,3 m A medida padrão para a sala comum
65" 165 cm 2,7 m Salas amplas, cinema em casa
75" - 85" 190 - 216 cm 3,2 - 3,6 m Home cinema dedicado

A nossa recomendação: Para a sala de estar típica portuguesa, a 55 polegadas é o ponto ideal de equilíbrio. Se tens espaço e orçamento, a de 65 polegadas oferece uma experiência muito superior para filmes e jogos.

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Resolução: esquece o 8K, foca-te no 4K

Em 2026, a escolha é simples: deves comprar uma TV 4K (Ultra HD).

  • HD / Full HD (720p/1080p): aceitável em TVs até 32 polegadas para a cozinha. Fora isso, é tecnologia obsoleta;

  • 4K (Ultra HD): É o padrão obrigatório para qualquer TV de sala. Oferece 4 vezes mais detalhe que o Full HD e é onde a maioria dos conteúdos de streaming (Netflix, Disney+) e jogos estão focados;

  • 8K: Ainda são demasiado caras e quase não existe conteúdo nativo para veres. A menos que compres uma TV gigante acima de 85 polegadas, não vais notar a diferença a olho nu.

Diferenças de resolução. Imagem: Shutterstock
Diferenças de resolução. Imagem: Shutterstock

Painel: LED, QLED, NanoCell ou OLED?

Esta é a parte que mais confunde devido às marcas inventarem nomes para tecnologias semelhantes. Vamos simplificar em quatro categorias:

1. LED (básico funcional)

  • O que é: Tecnologia tradicional com retroiluminação;
  • Para quem é: Orçamentos apertados, TVs secundárias ou salas muito iluminadas;
  • Vantagem: Barato e durável;
  • Desvantagem: Pretos parecem cinzentos escuros e ângulos de visão são limitados.

2. QLED, NanoCell e ULED (intermédio)

  • O que é: Aqui entra o marketing. A Samsung e TCL usam QLED (pontos quânticos), a LG usa NanoCell (nanopartículas) e a Hisense usa ULED. O objetivo de todas é o mesmo. É fiiltrar a luz para oferecer cores muito mais puras e vibrantes que o LED normal;
  • Para quem é: Quem vê TV em salas com muita luz natural durante o dia e quer cores vivas.
  • Vantagem: Brilho intenso e cores saturadas.
  • Desvantagem: Não conseguem o contraste "infinito" do OLED.

3. Mini-LED (evolução do brilho e contraste)

O que é: É a versão "evoluída" das tecnologias acima (muitas vezes chamada de Neo QLED ou QNED). Em vez de usar algumas dezenas de luzes atrás do ecrã, usa milhares de LEDs minúsculos.

  • Para quem é: Quem quer qualidade de topo, tem uma sala muito iluminada e tem medo do "burn-in" do OLED;
  • Vantagem: Oferece um brilho explosivo (muito superior ao OLED) e um contraste quase perfeito, pois consegue apagar a luz em zonas muito específicas;
  • Desvantagem: Pode ser caro e, em situações extremas, ainda pode mostrar um ligeiro "halo" à volta de objetos brilhantes em fundo preto.

4. OLED (o topo)

  • O que é: Cada pixel emite a sua própria luz (LG e Sony dominam, Samsung tem QD-OLED);
  • Para quem: Cinéfilos que veem filmes à noite e querem a melhor qualidade possível;
  • Vantagem: "Pretos perfeitos", contraste infinito e ângulos de visão imbatíveis;
  • Desvantagem: Menos brilho máximo que as melhores QLED/ULED, risco teórico de retenção de imagem (burn-in) a muito longo prazo.

A nossa recomendação: Se podes pagar, OLED é a melhor experiência visual. Se a tua sala tem janelas enormes e vês muita TV de dia, opta por uma boa QLED, NanoCell ou ULED.

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HDR: o que é e como funciona

Muitas vezes ignorado, o HDR (High Dynamic Range) é mais importante que a resolução. É o que faz o branco ser brilhante e o preto ser escuro na mesma cena, sem perder detalhe.

  • HDR10: O básico que todas as TVs 4K têm.
  • Dolby Vision / HDR10+: As versões "premium". O Dolby Vision (usado pela Netflix e Disney) ajusta a imagem cena a cena para ser perfeito. Se puderes, escolhe uma TV que suporte Dolby Vision.

Gaming e desporto: 120Hz assumem importância

Se vais ligar uma PS5, Xbox Series X ou ver muito futebol, tens de procurar uma especificações chamada Taxa de Atualização (Refresh Rate).

  • 60Hz: O padrão. Bom para séries/filmes e notícias.
  • 120Hz (ou 144Hz): Obrigatório para gamers e desporto. A imagem é muito mais fluida e sem "arrastamento" nos movimentos rápidos. Procura também portas HDMI 2.1 para tirar partido disto nas consolas novas.
Representação da diferença visual de 60 Hz e 120 Hz. Imagem: Hisense
Representação da diferença visual de 60 Hz e 120 Hz. Imagem: Hisense

Sistema operativo: o cérebro da TV

A TV vai ser lenta? Vai ter as apps todas? Depende disto:

  • Google TV / Android TV (Sony, Philips, TCL, Xiaomi): É o mais completo. Tem todas as apps essenciais e Chromecast integrado. Por vezes pode ser mais pesado.
  • WebOS (LG): Muito rápido e intuitivo, com um comando "mágico" que funciona como rato. Excelente para uso diário.
  • Tizen (Samsung): Simples, minimalista e com suporte para Gaming Hub (jogar Xbox sem consola). Muito fluido.
  • VIDAA (Hisense): Rápido, mas com menos apps que os rivais.

A nossa recomendação: Não escolhas a TV só por isto. Podes sempre comprar um Chromecast com Google TV ou uma Box da Xiaomi por 50€ e ter um sistema de topo em qualquer televisão.

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Resumo: o perfil de compra ideal para 2026

  • Se és poupadinho: TV LED 4K de 50", 60Hz;
  • Se és gamer: TV QLED/NanoCell/ULED de 55", 120Hz, HDMI 2.1;
  • Se és cinéfilo: TV OLED de 65", suporte Dolby Vision;
  • Para toda a família: TV QLED/Mini-LED de 55" ou 65", sistema WebOS ou Tizen.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 200 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA.