Apple remove 39 mil jogos para iOS da sua App Store

Rui Bacelar
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A Apple removeu 39 mil aplicações de jogos presentes na sua loja oficial de conteúdos para iOS, a App Store. A ação afetou a loja de apps da China, sendo a maior operação do seu género em quantidade de apps removidas de uma só vez.

Perante a findar do prazo limite para as responsáveis pelos jogos em questão obterem a licença de publicação na App Store, a Apple foi inflexível na sua ação. Qualquer estúdio responsável pelas apps sem a devida autorização viu os seus conteúdos removidos.

Mais de 46 mil apps, entre as quais 39 mil jogos removidos da App Store

Assassin's Creed Identity iOS

Esta ação está enquadrada num redobrar da atenção dada às autoridades chinesas a um fenómeno peculiar, em que milhares de jogos não licenciados são publicados quase diariamente. A Apple, acatando as ordens das autoridades locais, agiu com firmeza.

Entre os títulos removidos pela Apple contam-se jogos famosos como o NBA 2K20, bem como o Assassin’s Creed Identity do estúdio Ubisoft, entre outros, segundo avança a empresa de pesquisa de mercado, Qimai em declarações à agência Reuters.

Segundo a mesma fonte, apenas 74 dos 1500 jogos pagos mais populares na China escaparam à purga na App Store. Até ao momento a Apple não comentou a ação que deixou os utilizadores de iOS com consideravelmente menos opções.

Os estúdios carecem de uma licença emitida pelo governo da China

Para terem os seus jogos e aplicações disponíveis para iOS na App Store, os estúdios e empresas responsáveis necessitam de ter uma licença concedida pelo governo. Dito isto, sem aprovação estatal, as aplicações e conteúdos têm que ser removidos.

Inicialmente com o prazo a caducar em fins de junho de 2020, a Apple alargou o prazo até ao dia 31 de dezembro de 2021. Assim, com o esgotar do tempo, a gigante de Cupertino não teve outra opção a não ser remover os conteúdos não licenciados.

Vale frisar que a China é o maior mercado mundial de smartphones, bem como o maior mercado mundial de compras em jogos e aplicações. Um setor que também está regulado pelo aparelho estatal, estando a Apple ciente de tal facto.

A Apple continua a reforçar a sua App Store

De acordo com alguns analistas de mercado, a purga não chegou como uma surpresa. Para várias destas vozes, a Apple colmata simplesmente as lacunas legais que ainda permeavam a sua loja de conteúdos para iOS, no sentido de respeitar e seguir o enquadramento legal do país em que opera, neste caso, a China.

A gigante norte-americana quer assim seguir as imposições dos reguladores de conteúdo na China para que possa continuar a operar dentro dos limites da legislação vigente. A presente remoção é, portanto, um acatar do regulamento local para apps e jogos.

Os jogos e aplicações pagas, com como as apps e jogos com compras são alvo de rigorosa regulação na China.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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