Apple planeia detetar autismo na infância com câmara do iPhone

Mónica Marques
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A Apple pode estar a trabalhar numa forma de a câmara do iPhone ser capaz de detetar autismo ainda durante a primeira infância.
As notícias avançadas dão conta de que a empresa está a trabalhar em formas de utilizar os dados recolhidos pelas câmaras do iPhone.

Dados estes que oferecem informação crucial sobre o comportamento da criança e que podem levar a um diagnóstico precoce.

Algoritmo incluído no iPhone para diagnóstico precoce

Apple iPhone 13

A notícia avançada pelo The Wall Street Journal refere que a Apple pretende recorrer à câmara do iPhone para estudar as expressões faciais e comportamentos da criança, como o balançar para a frente e para trás, como marcadores potenciais para detetar o autismo.

A mesma fonte adianta que este trabalho está a ser realizado em conjunto com a Universidade Duke, localizada na Carolina do Norte. O objetivo desta parceria é a criação de um algoritmo que ajude a detetar sinais da condição e que permitam um diagnóstico precoce.

Apple quer assegurar que a privacidade é respeitada

No sentido de garantir que a privacidade é totalmente assegurada, a Apple pretende que o algoritmo criado funcione localmente no iPhone. Tudo para que os dados permaneçam no equipamento e não fiquem armazenados em nuvem, no sentido de proteger a privacidade dos utilizadores.

Esta notícia surge depois da fuga de informação de que a Apple estaria a trabalhar nas funcionalidades da câmara do iPhone para também detetar perturbações emocionais, como a depressão e ansiedade, ou défice cognitivo.

Para este projeto específico, a empresa norte-americana formou as já divulgadas parcerias com a farmacêutica Biogen e a Universidade da Califórnia (UCLA).

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Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira.