Apple em risco de ficar insignificante no maior mercado do mundo!

Filipe Alves
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O mercado chinês até pode não ser para a Apple a principal aposta, porém, não deixa de ser um dos maiores mercados da empresa. Mesmo não tendo a maior cota de mercado.

As coisas podem ficar bem piores para a Apple se o governo de Donald Trump decidir realmente banir a aplicação TikTok e WeChat dos EUA. Ou seja, tal como aconteceu com a Huawei, as empresas norte-americanas não teriam a possibilidade de negociar com estas empresas.

China não existe sem WeChat e a Apple sabe disso

Apple WeChat

O problema é que o maior mercado do mundo, China, não consegue viver sem o WeChat. O WeChat é mais que uma aplicação de mensagens. O público chinês utiliza a aplicação para mensagens, ver notícias, fazer pagamentos ou até tratar de situações governamentais. Isto é, o WeChat é mais importante que qualquer outra aplicação.

Visto que a Apple tem um sistema bem mais fechado que o sistema Android, significa que os utilizadores não conseguirão instalar a aplicação via APK, tal como fazem em Android.

Assim sendo, é mais que plausível que os iPhones passem à história na China se esta nova medida do governo norte-americano for para a frente.

95% dos utilizadores desistiam do iPhone para ter o WeChat

Numa sondagem na Weibo onde mais de q milhão de pessoas responderam, 95% desistiria da compra de um iPhone se este não trouxer a aplicação do WeChat. Ou seja, se a medida for para a frente, a Apple tem um sério problema em mãos.

Neste momento a Apple tem pouco mais de 9% do mercado chinês (Counterpoint). Num país com 1.3 mil milhões de pessoas, 9% são significativos.

Se até ao momento, as decisões de Donald Trump contra empresas chinesas (mais Huawei) não danificaram seriamente o mercado das empresas americanas, esta pode ser uma decisão que vai afetar seriamente o mercado da Apple na China.

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Filipe Alves
Filipe Alves
Fundador do projeto 4gnews e desde cedo apaixonado pela tecnologia. A trabalhar na área desde 2009 com passagens pela MEO, Fnac e CarphoneWarehouse (UK). Foi aí que ganhou a experiência que necessitava para entender as necessidades tecnológicas dos utilizadores.