
A Amazon deu mais um passo importante na evolução dos seus assistentes virtuaisao lançar oficialmente a Alexa+ nos Estados Unidos, quase um ano depois de apresentar ao público a versão reformulada da sua assistente digital.
A novidade marca a chegada de uma Alexa profundamente renovada, baseada em inteligência artificial generativa, e surge como uma resposta direta ao crescimento de soluções como ChatGPT, Gemini e Claude.
Trata-se de um lançamento que, inevitavelmente, desperta interesse também fora do mercado norte-americano, incluindo utilizadores portugueses que há muito aguardam uma assistente mais inteligente, conversacional e integrada na casa conectada.
Até agora, a Alexa+ estava disponível apenas em regime de acesso antecipado, exigindo inscrição em lista de espera ou a compra de dispositivos mais recentes. Com a abertura do serviço ao público, a Amazon passa a cobrar 19,99 dólares por mês pelo acesso, enquanto subscritores Prime continuam a utilizá-la sem custos adicionais. A empresa também permite testar a Alexa+ gratuitamente via site e aplicação, mas com utilização limitada.
Conforme reportou a CNBC, Daniel Rausch, vice-presidente da Alexa e da linha Echo, disse que dezenas de milhões de pessoas já estão a usar a nova assistente, e o nível de interação aumentou significativamente, com utilizadores a manterem duas a três vezes mais conversas do que antes.
Alexa+: uma assistente mais inteligente e conversacional
A Alexa+ foi concebida para ser mais natural, personalizada e capaz de agir, indo além de responder a perguntas. A assistente entende frases incompletas, linguagem informal e pedidos complexos, criando uma experiência que se aproxima mais de uma conversa do que de uma simples interação com software.
Na base do sistema estão grandes modelos de linguagem alojados na plataforma Amazon Bedrock, combinados com um conceito chamado “especialistas” — conjuntos de sistemas, APIs e instruções desenhados para executar tarefas específicas. Com isto, a Alexa+ consegue orquestrar dezenas de milhares de serviços e dispositivos.
Entre as capacidades destacam-se:
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Controlo avançado da casa inteligente, incluindo produtos de marcas como Philips Hue, Roborock e Ring
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Reservas e agendamentos em serviços como OpenTable e Vagaro
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Reprodução de música via Amazon Music, Spotify, Apple Music e iHeartRadio
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Compras e pedidos no Amazon Fresh, Whole Foods Market, Grubhub e Uber Eats
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Alertas sobre bilhetes, entregas e segurança doméstica
Outro ponto-chave são os recursos de agente, que permitem à Alexa navegar autonomamente na internet para concluir tarefas em segundo plano, como encontrar um técnico, autenticar-se num serviço, agendar uma reparação e informar o utilizador quando tudo estiver resolvido.
A personalização também é central: a Alexa+ pode usar histórico de compras, músicas ou vídeos consumidos e ainda memorizar informações fornecidas pelo utilizador, como preferências alimentares, datas importantes e receitas de família. Isto possibilita sugestões mais alinhadas com o perfil de cada pessoa.
Além disso, a assistente está presente em múltiplos contextos: dispositivos Echo, smartphones, navegador web, automóveis e televisões, mantendo o contexto da conversa entre plataformas. A Amazon também reforça que a Alexa+ é proativa quando necessário, sugerindo ações úteis, como sair mais cedo por causa do trânsito ou avisar quando um produto entra em promoção.
A Alexa+ é um grande avanço da Amazon em relação à tradicional assistente, adicionando IA para aumentar as suas capacidades e ajudar ainda mais os utilizadores no quotidiano. Ainda não há informações de quando chegará a mais regiões, mas quando estiver disponível em Portugal tem tudo para atrair utilizadores que procuram uma experiência de smart home mais automatizada.
