
A Inteligência Artificial (IA) evoluiu de tal forma que, hoje em dia, para alguns, plataformas como o ChatGPT já não são apenas um assistente virtual, mas uma espécie de “amigo” e conselheiro sobre os mais diversos temas.
Um novo relatório sugere que mais de 40 milhões de utilizadores já usaram a plataforma para fazer questões ligadas com saúde e informações médicas. É interessante ainda considerar a proveniência dessas mesmas perguntas.
Supostamente, uma grande parte desses 40 milhões de utilizadores vem de comunidades rurais, longe dos grandes centros. Como destacam os nossos colegas da Gadgets 360, a área da saúde foi precisamente um dos grandes focos do modelo GPT-5.
Mensagens sobre saúde são 5% do conteúdo do ChatGPT no mundo
Os dados mostram-nos também que as perguntas sobre saúde representam 5% das conversas no mundo, com o ChatGPT. Atendendo ao facto de que se pode falar de praticamente tudo com esta plataforma de IA, é um número particularmente relevante.
A OpenAI, empresa-mãe do ChatGPT, explica ainda que, todas as semanas, são feitas entre 1,6 a 1,9 milhões de perguntas sobre planos de saúde. O relatório evidencia também que 7 em cada 10 conversas sobre saúde acontecem em horários em que as clínicas costumam estar fechadas.
Sabemos também que a OpenAi fez uma pesquisa em dezembro de 2025, onde reuniu uma amostra superior a 1000 adultos, nos Estados Unidos. Destes, cerca de 55% disseram que usam o ChatGPT para averiguar sintomas físicos, 48% para compreender instruções médicas e 44% para ter informações sobre tratamento.
Dito isto, ninguém duvida da utilidade do ChatGPT. No entanto, sendo uma IA, é importante ter sempre a noção de que esta pode ter alucinações e erros graves, o que, em temáticas como a saúde, é algo a ter atenção redobrada.
Principalmente em meios onde os acessos à saúde são mais difíceis, pode ser uma ajuda. Contudo, obviamente, não pode nem deve ser visto como uma substituição direta dos profissionais de saúde.