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A Honor acaba de anunciar a série WIN 2: autênticos "monstros" de performance e de bateria

A Honor confirmou as baterias da série Win2: 10.100 mAh no Win2 e 12.070 mAh no Win RT2, quase o dobro do que é habitual num topo de gama. Os modelos estreiam-se na próxima semana.

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Honor Win / Via Honor

Depois de lançar em Portugal o Magic V6, a Honor confirmou as primeiras especificações da série Win2, que será lançada na próxima semana — a sucessora do primeiro WIN. A gama inclui três modelos: Win2, Win RT2 e Win Turbo 2. E o que salta logo à vista é a bateria.

Mais de 10.000 mAh num telemóvel

Segundo as informações do GSMArena, o Honor Win2 vai ter uma bateria de 10.100 mAh. O Win RT2 vai ainda mais longe, com 12.070 mAh.

Para teres uma referência, a maioria dos topos de gama continua na casa dos 5.000 a 6.000 mAh. Estes dois modelos praticamente duplicam esse valor.

A Honor tem vindo a apostar nas baterias de silício-carbono, que permitem meter mais capacidade no mesmo espaço. É essa tecnologia que torna possível chegar a estes números sem que o telemóvel se transforme num "tijolo". Ainda assim, ainda não sabemos a espessura nem o peso finais, e é aí que se vai perceber o verdadeiro compromisso.

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Honow WIN 2 e WIN RT2 / Via GSMArena

O resto da ficha técnica

O Win2 vai usar o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, e o ecrã é de resolução 2K, com 185 Hz de taxa de atualização e PWM de 5.920 Hz. Este último valor interessa a quem é sensível à cintilação do ecrã, porque quanto mais alta a frequência, mais confortável tende a ser em brilho baixo.

Há ainda um sistema de arrefecimento com duas turbinas. A Honor diz que consegue baixar a temperatura até 10 °C em 50 segundos.

O Win RT2 mantém o ecrã 2K a 185 Hz, mas, segundo os rumores, fica com o Snapdragon 8 Elite Gen 5, o chip do ano passado. Ou seja, abdica de algum desempenho para ter uma bateria maior.

Um telemóvel para gamers e uso intensivo

Esta série é claramente pensada para jogadores e para quem quer autonomia a sério. Um telemóvel com 12.000 mAh e um ecrã de 185 Hz promete dias de utilização sem carregar, provavelmente mesmo com uso intenso.

Há que ter em conta o equilíbrio. Uma bateria destas pesa e ocupa espaço, e a eficiência do ecrã e do processador vai ditar quanto tempo dura na realidade. A capacidade é só metade da história.

Outra questão é a disponibilidade. A série vai estrear na China e a Honor ainda não comentou sobre o lançamento global. Se chegar à Europa (e esperemos que sim), é provável que a capacidade seja reduzida, como já aconteceu com outros modelos, por causa das regras de transporte de baterias. Nós cá esperamos, ansiosamente.

Rodrigo Vieira
Rodrigo Vieira
O Rodrigo é colaborador na 4gnews e cobre assuntos como gadgets, telecomunicações e software. É licenciado em Comunicação e conta com 10 anos de experiência na criação de conteúdo escrito online.