
Coloquei à prova a autonomia do Redmi Note 17 Pro Max na análise completa ao smartphone para tirar as teimas sobre a maior promessa deste equipamento. Com a integração de uma bateria de silício-carbono de 9210 mAh, a marca posiciona este modelo como o smartphone de referência para quem quer esquecer o carregador durante dias a fio.
3 dias de autonomia são possíveis em uso leve a moderado
Ao longo do teste prático, a capacidade real comprovou-se sólida. Nos primeiros três dias, com um padrão de utilização ligeiro a moderado (redes sociais, navegação web, mensagens e consumo ocasional de multimédia), consegues efetivamente alcançar os três dias completos sem necessitar de ligar o cabo à corrente.
Tirei o smartphone da carga a uma segunda-feira de manhã e só voltei a colocar na quinta de manhã, com 5%. Mas é claro, em cenários de exigência superior, com muitas horas de ecrã ativo, brilho elevado no exterior e reprodução multimédia intensiva, a fasquia cai ligeiramente.

Contudo, os meus testes mostram que tem total capacidade para dois dias inteiros de autonomia com uso mais intensivo. Trata-se de uma marca acima da média do segmento móvel e pode ajudar utilizadores que vão passar muito tempo longe da tomada a não terem ansiedade de ficar sem bateria a meio do segundo dia.
Carregamento de 100W ajuda à 'festa'
A reposição de energia faz-se através da tecnologia HyperCharge com fio a 100 W, que recupera cerca de metade da capacidade total da bateria em apenas vinte minutos. É um bom registo tendo em consideração o tamanho massivo dos 9210 mAh.
Outro trunfo funcional relevante é a presença de carregamento reverso por cabo, que permite transformar o telemóvel num verdadeiro powerbank para desenrascar auscultadores sem fios, smartwatches ou mesmo o smartphone de um amigo que tenha ficado sem carga. Carrega a 27W outros dispositivos.

Os pontos fortes e fracos
No conjunto dos seus pontos fortes, o equipamento tem um amplo painel AMOLED de 6,83 polegadas com excelente calibração de cor e contraste, suportado por uma estrutura sólida com padrões elevados de resistência a quedas e utilização diária.
Mas nem tudo são rosas. O desempenho do processador revelou-se algo modesto perante a fasquia de preço onde o telemóvel concorre. Senti algumas limitações em trocas de aplicações e na demora de abertura das mesmas ou jogos mais exigentes. O que não é de esperar de um Xiaomi deste preço.
No mercado nacional, o Redmi Note 17 Pro Max posiciona-se no escalão médio-alto, sendo uma alternativa desenhada para quem coloca a longevidade longe da tomada e a robustez física à frente do poder gráfico bruto para videojogos.
