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4 coisas nos telemóveis atuais que (para mim) são profundamente inúteis

Telemóveis com uma grande taxa de atualização, modo uma mão, ultra-poupança de bateria. Faz mesmo diferença?

Telemóvel

Ser fã de smartphones não implica, necessariamente, achar que todas as funcionalidades são úteis, só porque são avançadas tecnologicamente. Para mim, os melhores telemóveis devem ser excelentes a cumprir o essencial e ter uma ou outra nuance "fora da caixa".

No entanto, há algumas ferramentas que são usadas amplamente e que acho que não são assim tão úteis quanto isso. Neste artigo, claramente subjetivo, enumero alguns aspetos e explico-te o porquê.

1. Modo ultra-poupança de bateria

Existe em quase todos os Android. Fica escondido nas definições de bateria, transforma o ecrã em tons de cinzento, desativa tudo exceto chamadas e SMS, e promete imensa autonomia.

Na prática, quando é que alguém realmente o usa? Diria que não é um recurso assim tão valorizado quanto isso. Quando a bateria está a morrer, o instinto é ligar o carregador, não entrar em modo de sobrevivência.

2. Modo uma mão

Surgiu quando os ecrãs começaram a crescer e os fabricantes perceberam que ninguém conseguia chegar ao canto superior oposto com o polegar. A solução? Encolher toda a interface para metade do ecrã. O problema é que, na prática, é mais rápido simplesmente usar as duas mãos. Resultado: a funcionalidade existe, está nas definições, e pouca gente lhe liga.

3. Taxa de atualização enorme

Já vamos vendo telemóveis com taxas de atualização gigantes: 144 Hz, 165 hz. A questão aqui é: são mesmo muito poucos aqueles que irão usufruir desta funcionalidade. Possivelmente, só aqueles que gostam de jogar jogos mais pesados no telemóvel.

Diria que, para 99% dos utilizadores, não faz diferença isso ou uma taxa de atualização a 90 Hz ou 120 Hz. Afinal, o utilizador comum vai às redes sociais, tira uma ou outro fotografia, faz chamadas, manda e-mails e pouco mais. É anunciado como sendo um mega-atributo... não creio que seja tão importante quanto isso. Para a esmagadora maioria, claro.

4. Modo ecrã seguro / pasta privada

A ideia é esconder fotos e ficheiros "sensíveis" numa pasta protegida por PIN ou biometria, separada da galeria principal. Existe nos Samsung, existe noutros fabricantes. O problema? Quem realmente precisa de esconder conteúdo já usa apps de terceiros muito mais completas. E quem não precisa, dificilmente vai configurar isto. Fica nas definições para sempre, sem ser tocado.

No fundo...

Não é propriamente uma crítica, algumas destas funcionalidades têm o seu público e a sua utilidade em contextos específicos. Mas são um bom lembrete de que ter mais recursos não significa necessariamente ter um produto melhor. Afinal, o telemóvel deve ser útil para ti.

Por vezes, menos é mais. Pelo menos, na minha leitura.

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Luís Guedes
Luís Guedes
É apaixonado pela escrita. Desde tecnologia, a entretenimento, passando sempre pela música e pelos livros, o Luís é fascinado por tornar o complexo em simples e o simples em ainda mais simples.