O plano da Xiaomi
Com o mundo ainda a explorar o último lançamento da Xiaomi, o seu CEO Lei Jun veio falar sobre um problema que afeta o mercado de smartphones. A procura de memória para a tecnologia de Inteligência Artificial levou a um aumento no custo do componente que está a refletir-se no preço final de venda ao público dos terminais.
O responsável máximo, em declarações à imprensa chinesa, reconheceu que esta situação é um desafio para os fabricantes, mas garantiu também que a Xiaomi vai gerir a situação com uma estratégia, em vez de passar para os utilizadores o aumento dos custos.
O plano passa por manter parcerias cruciais com os principais fabricantes de memória no mundo. Uma vez que a Xiaomi produz uma ampla oferta de equipamentos, a sua escala tem margem suficiente para conseguirem negociar melhor a obtenção do componente. Os fabricantes de memória vão dar prioridade às marcas com maior produção e rendimento financeiro para garantir o retorno positivo.
Portanto, para já a marca chinesa nem vai abrandar o ritmo de lançamento de novos produtos, nem vai aumentar os preços dos novos equipamentos lançados, como alguns dos seus concorrentes estão já a fazer.
Xiaomi e Apple com solução semelhante, Samsung com outra ideia
Pelos últimos lançamentos da Xiaomi, Apple e Samsung já conseguimos perceber como cada uma vai lidar com esta questão do aumento de preços no mercado de smartphones. A Apple com o seu novo modelo acessível, iPhone 17e, não fez alterações no preço. O modelo chegou ao mercado português por 739 €, exatamente o mesmo custo do iPhone 16e, no ano passado.
A Xiaomi seguiu este exemplo com a nova série Xiaomi 17 e até foi mais longe. Tanto o preço do Xiaomi 17 como do Xiaomi 17 Ultra são iguais ao dos seus antecessores na altura do lançamento em 2025. Mas como campanha de pré-venda, a marca chinesa colocou os dois modelos com descontos de 150 € e mais no mercado português.
A Samsung seguiu um caminho inverso. Os modelos Galaxy S26 e Galaxy S26+ chegam mais caros do que no ano passado; já o Galaxy S26 Ultra é o único que chega com o mesmo preço inicial do seu antecessor.
Três das principais marcas de smartphones estão a seguir caminhos diferentes para lidar com uma situação que deve manter-se durante todo o ano de 2026 e até mesmo 2027.

