Xiaomi respira de alívio após a mais recente ação dos Estados Unidos da América

Rui Bacelar
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A Xiaomi não seguirá o mesmo rumo da Huawei. Após ter sido colocada na lista negra dos Estados Unidos da América em meados de janeiro, a Xiaomi apressou-se em responder à ação norte-americana, sob pena de ver as suas ambições comerciais frustradas.

A sua presença nesta lista resultaria no impedimento de empresas norte-americanas negociarem com a Xiaomi, fossem relações comerciais ou investimentos de capital. Era, desse modo, uma séria ameaça ao seu potencial de crescimento no mercado global.

A Xiaomi podia ter sofrido o mesmo destino da Huawei

Xiaomi and the U.S. have reached an agreement to set aside a Trump administration blacklisting that could have restricted American investment in the Chinese smartphone maker https://t.co/Oja4h1pJir

— Bloomberg Technology (@technology) 12 de maio de 2021

Entretanto, após termos ficado a conhecer a razão para tal citação, vimos uma instância judicial norte-americana a decretar a sua remoção dessa lista. Agora, o executivo da Casa Branca terá chegado a um entendimento positivo com a fabricante chinesa.

Como resultado, a Xiaomi será efetivamente removida desta lista negra que prevê bloqueios comerciais às entidades nela presentes, sendo o exemplo paradigmático a Huawei. A notícia foi hoje avançada pela Bloomberg que nos colocou a par das novidades.

Citando o departamento de defesa norte-americano, a remoção efetiva da Xiaomi desta lista negra "seria apropriado".

Os EUA reatam relações amigáveis com a fabricante chinesa

"As partes concordaram quanto ao caminho a seguir com o intuito de resolver esta litigação sem a necessidade de prolongar o debate". Este é um dos trechos citados pela cadeia de notícias, dando a entender que ambas as entidades preparam os termos de entendimento. Assim, contamos agora com a publicação oficial deste entendimento até ao dia 20 de maio.

Recordamos que a Xiaomi foi colocada na lista negra do departamento de comércio dos EUA pela administração Trump no início de janeiro. O então presidente apontou que a Xiaomi era uma "empresa militar com ligações ao partido comunista chinês".

Entretanto, a fabricante de dispositivos móveis rejeitou publicamente tais acusações e lançou mão dos meios legais à sua disposição com o intuito de fazer valer os seus direitos e acautelar os interesses comercias.

Assim, a Xiaomi vê nos Estados Unidos da América um potencial parceiro comercial e mercado a explorar. Algo que foi reiteradamente negado à rival conterrânea, a Huawei.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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