Cada vez é mais difícil diferenciar os smartphones da Xiaomi, Redmi e POCO, mas a missão de cada uma destas marcas faz toda a diferença em cada smartphone lançado. Apesar de estarem todas sob o mesmo “chapéu” da chinesa Xiaomi. Comecemos exatamente por aí.
Xiaomi: os smartphones premium estão aqui
A marca Xiaomi – e não a empresa – integra os smartphones premium que estão equipados com a mais recente tecnologia de topo e recursos de que esta marca dispõe. Um bom exemplo disso é o Xiaomi 15 Ultra que está equipado com o processador de última geração da Qualcomm e que beneficia do know-how da Leica nas suas câmaras.
Os terminais Xiaomi contam também com as mais recentes versões do HyperOS e, geralmente, estão entre os primeiros a receber as atualizações; da mesma forma, usufruem ainda da política de atualizações da marca, na sua forma mais generosa.
Aqui entram também os smartphones da série T (por exemplo, o Xiaomi 15T). Ainda que tenham um preço mais acessível, estão equipados com tecnologia mais recente e alguns recursos de topo.
Na prática e cumprindo a missão da marca, os smartphones da nova série Xiaomi 15 foram concebidos para competir com o iPhone da Apple e com o novo Galaxy S26 da Samsung. E, tal como a Apple e a Samsung têm os seus modelos mais acessíveis dentro da primeira linha – iPhone 16e e Galaxy S25 FE –, a Xiaomi tem a sua série T que, claro rivaliza com estes concorrentes.
Redmi: a melhor relação qualidade/preço e a mais abrangente
A submarca Redmi tem duas missões: fornecer smartphones com a melhor relação qualidade/preço e também os smartphones mais acessíveis. Agora vamos transpor esta filosofia para a prática. A nova série Redmi Note 15 é a que traduz o conceito de melhor relação/preço.
Isto porque alia algumas especificações mais avançadas a um custo mais acessível; O novo Redmi Note 15 Pro+ integra uma bateria de 6.500 mAh com carregamento de 100 watts, um design premium e conta com certificações de topo como IP68 e IP69K; poupa nas câmaras com apenas dois sensores no painel traseiro e conta com um processador Qualcomm mais antigo.
É assim que a Xiaomi consegue fornecer a dita melhor relação qualidade/custo, dando de um lado e tirando do outro. Esta submarca é muito abrangente e inclui também os smartphones mais baratos da marca, nomeadamente as séries A e C, que dispõem de telefones com especificações mais humildes, mas preços acessíveis a qualquer carteira.
POCO: a palavra de ordem é desempenho
Com a submarca POCO, a Xiaomi pretende entregar desempenho a um preço inferior à barreira psicológica dos 1000 €. Muitos destes terminais são conhecidos como “flagship killers” por, geralmente, estarem equipados com processadores de topo.
Por exemplo, o POCO F8 Ultra que chegou recentemente ao mercado está equipado com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, de até 16 GB de memória RAM e com Android 16. A série F, geralmente, é a que está devidamente preparada para lidar com tarefas mais exigentes, das quais se destaca a área gaming.
Depois temos o POCO M8 Pro, que também foi lançado recentemente, e que é uma boa opção para consumo de conteúdos multimédia – algo característico desta série. A razão para isso acontecer é que conta com um ecrã com um brilho máximo de 3.200 nits e resolução 2772 por 1280 pixéis e uma bateria de 6.500 mAh. Mas integra um processador Qualcomm mais antigo e chega a executar Android 15.
É importante salientar que as diferenças aqui mostradas aplicam-se à estratégia da marca para o mercado europeu, no qual Portugal está incluído. Alguns terminais são lançados com a submarca na China, mas depois chegam à Europa como modelos POCO e a razão para isso acontecer é a missão comercial diferente que as duas submarcas assumem no mercado europeu.




