
A Xiaomi renovou a sua gama de telemóveis mais popular, mas será que o novo Redmi Note 15 justifica a reforma antecipada do Redmi Note 14? O modelo do ano passado custa agora menos de 150 euros em muitas lojas e o novo lançamento chegou às prateleiras portuguesas com um preço base de 219,99 euros.
Testei o Redmi Note 14 há um ano e já tive oportunidade de testar o Redmi Note 15 durante as duas últimas semanas. A resposta curta para quem já tem o Redmi Note 14 é não vale a pena trocar. A evolução existe, é palpável em certos pontos. como a bateria e o brilho do ecrã.
É claro, não é uma revolução que vá transformar a tua experiência diária de forma radical. Estamos perante um refinamento de uma fórmula vencedora, mas que também traz alguns compromissos que tens de conhecer.
Ecrã e o salto no brilho
Visualmente, a Xiaomi quis dar um ar mais premium ao novo modelo. O Redmi Note 15 aposta num painel AMOLED de 6,77 polegadas, ligeiramente maior que as habituais 6,67 polegadas da geração anterior. Mas o verdadeiro trunfo está na visibilidade exterior. O novo ecrã atinge um pico de brilho de 3200 nits.

É um valor considerável face aos cerca de 1800 nits do modelo anterior. Nos nossos testes, sob luz direta do sol, conseguimos ver o conteúdo no Redmi Note 15 com uma clareza superior à do Redmi Note 14. Mas pelo preço atual, o Redmi Note 14 continua a ter um pico de brilho bem competente.
Bateria é o verdadeiro argumento de venda
Se há uma razão para considerares o upgrade, é esta. O Redmi Note 15 deu um salto para uma bateria de 6000 mAh, que deixa para trás o padrão de 5500 mAh que víamos no Redmi Note 14. Esta capacidade extra, aliada a um processador eficiente, resultou numa autonomia que pode chegar aos dois dias com facilidade.
No entanto, a velocidade de carregamento manteve-se estagnada nos 33W. Carregar 6000 mAh a esta velocidade vai demorar mais tempo do que carregar a bateria mais pequena do modelo anterior. Podes esperar um carregamento entre 80 a 90 minutos.

Desempenho impercetível
O novo modelo vem equipado com o Helio G100-Ultra. Embora seja um processador competente e focado na eficiência, não esperes que transforme o telemóvel numa consola de jogos. Face ao G99-Ultra do Redmi Note 14, o ganho de performance no dia a dia é marginal. As aplicações vão abrir à mesma velocidade e a navegação nas redes sociais é idêntica. Se exigires muito, vais notar as mesmas limitações.
Conclusão: evolução gradual não justifica a troca
O Redmi Note 15 é, sem dúvida, um telemóvel superior. Tem um ecrã muito mais brilhante, uma bateria de topo e uma construção mais refinada com proteção IP66 contra água e pó. No entanto, custa mais cerca de 70 a 80 euros que o preço atual de mercado do seu antecessor.
Para quem tem um Redmi Note 14, o investimento não se traduz numa melhoria de qualidade de vida proporcional, a menos que a autonomia seja o teu único problema atual. Já para quem vem de um modelo mais antigo (como um Redmi Note 11 ou 12), o salto é assinalável e o Redmi Note 15 afirma-se como a nova referência a bater nos 200 euros.

