Xiaomi Redmi Note 15
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Xiaomi Redmi Note 15 review: telemóvel qualidade-preço recomendado em 2026

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Xiaomi Redmi Note 15
★★★★☆4.5Muito Bom

O Redmi Note 15 (4G) é um telemóvel para quem procura, acima de tudo, autonomia e um bom ecrã sem gastar muito. A bateria de 6000 mAh é impressionante para um telemóvel tão fino e o ecrã AMOLED é o mais brilhante que já vimos neste segmento. No entanto, o desempenho mantém-se modesto e a decisão de remover a entrada de jack 3,5 mm pode afastar os puristas. É o telemóvel ideal para consumir multimédia e redes sociais e tem autonomia para dois dias de uso.

Prós
  • Autonomi para 2 dias com bateria de 6000 mAh
  • Ecrã AMOLED brilho com pico de 3200 nits
  • Design leve e premium com certificação IP64
  • Altifalantes estéreo competentes
  • Suporte para cartão microSD
Contras
  • Desempenho apenas suficiente para o básico
  • Sem entrada jack 3,5 mm
  • Vem com Android 15 (devia ser o 16) e bloatware desnecessário
  • Vídeo sem estabilização ótica
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219,99 €Xiaomi Store
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Característica Detalhe
Ecrã 6.77", AMOLED, 120Hz, 3200 nits
Processador Mediatek Helio G100 Ultra
Câmara principal 108 MP (f/1.7)
Bateria 6000 mAh (33W)
Altifalantes Estéreo

Não é fácil substituir o Redmi Note 14. O modelo anterior foi um sucesso de vendas e o mais escolhido pelos nossos leitores em 2025. Mas a Xiaomi não quis jogar pelo seguro com o Redmi Note 15 (4G). Começa nos 219,99 € para a variante de 6GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

Testámos a versão de 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento (que custa 249,99 € em Portugal) e a sensação imediata é de que a marca quis dar um ar mais "premium" à sua gama de entrada. A grande questão é se as mudanças visuais e a bateria maior valem a tua compra. Fomos testar.

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Experiência de Utilização

Design e construção

A primeira coisa que notamos ao pegar no Redmi Note 15 é a leveza. Apesar de ter crescido para as 6,77 polegadas e de albergar uma bateria maior, o telemóvel pesa apenas 183 gramas e tem uma espessura de 7,9 mm. É uma tendência que gostamos de ver a Xiaomi a abraçar, pois este é um telemóvel agradável de segurar ainda que seja difícil de usar com uma mão.

A Xiaomi apostou num ecrã curvo, uma decisão que vai dividir opiniões. Pessoalmente, não é a minha escolha preferida devido aos reflexo e à fragilidade extra. Mas é inegável que lhe confere um aspeto mais caro e moderno. O módulo de câmaras passou para o centro, dando-lhe uma simetria semelhante à dos modelos mais caros.

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A proteção IP64 contra poeiras e salpicos é um bónus bem-vindo para a durabilidade diária. Principalmente quando apanhamos uns dias de chuva, agradecemos não ter de nos preocupar a possibilidade de danificar o aparelho. Ah, e a Xiaomi mantém a benesse de trazer capa na caixa.

Ecrã e áudio

Aqui é onde o Redmi Note 15 brilha, literalmente. O painel AMOLED atinge um pico de 3200 nits, o que é absurdo para um telemóvel de 200 e poucos euros. A legibilidade sob luz solar direta é impressionante, pois permite ver conteúdos na rua sem qualquer esforço. As cores são vibrantes, o que o torna bom para ver vídeos no YouTube ou as tuas séries favoritas. A fluidez de 120 Hz está lá, a navegar pelos menus ou no scroll nas redes sociais.

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No som, temos altifalantes estéreo que cumprem bem o seu papel, com volume suficiente para veres vídeos no YouTube ou TikTok. Contudo, nota-se uma perda de definição e alguma distorção quando puxamos o volume para níveis elevados. A má notícia para os fãs de áudio com fios é o desaparecimento da porta jack 3,5 mm nesta geração. Vais ter de usar um adaptador ou passar para o Bluetooth. Se queres gastar o mínimo possível, talvez os Redmi Buds 8 Lite sejam o par perfeito.

Bateria

Se o ecrã é bom, a bateria é excelente. O salto de 5500 mAh para 6000 mAh nota-se no uso real. Para a maioria dos utilizadores, pelos nossos testes este é um telemóvel para dois dias de uso sem grandes preocupações. A gestão energética do processador MediaTek ajuda a esticar a autonomia e este incremento da capacidade faz a diferença.

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A não ser que sejas um utilizador muito intensivo, vais sempre chegar ao final do dia com autonomia de sobra para parte do dia seguinte. O carregamento mantém-se nos 33W, o que não é o mais rápido do mercado, mas aceitável tendo em conta esta faixa de preço. Podes esperar entre 80 e 90 minutos para a carga total.

Câmaras

O sensor principal de 108 MP, herdado da geração anterior, impõe respeito no papel, mas na prática os resultados são o que se espera deste segmento de preço: decentes. De dia, consegues fotos com boa cor e prontas para as redes sociais. À noite, o modo noturno faz um trabalho honesto para o preço.

Principal
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Principal
Principal, noite
Principal, noite
Principal, noite
Principal, noite

No entanto, para quem se importa com fotografia, este não é o smartphone ideal. Nota-se falta de detalhe comparado com modelos mais caros (o que é esperado) e os retratos passam por um processamento na pele, que deixa a cara do sujeito a parecer quase uma pintura a óleo. Mas é algo que só notas quando fazes zoom.

Principal, retrato, 1x
Principal, retrato, 1x
Principal, retrato, 1x
Principal, retrato, 2x

No vídeo, a ausência de estabilização ótica (OIS) faz-se sentir e resulta em filmagens a 1080p que tremem ligeiramente se estiveres em movimento. A câmara frontal produz selfies decentes para as redes sociais ou para videochamadas. Mas deves ter sempre em atenção o valor que estás a pagar. Cumpre, mas não esperes algo super detalhado ou com cores vibrantes.

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Frontal

Desempenho e software

O "coração" deste equipamento é o processador Helio G100 Ultra da MediaTek. Não te deixes enganar pelo nome "Ultra", pois estamos perante um processador de gama de entrada focado na eficiência. A performance é honesta. O telemóvel é fluido nas tarefas do dia a dia, navegação web e redes sociais, embora por vezes se note algum ou outro engasgo próprio desta faixa de preço.

Os jogos casuais correm sem problemas, mesmo o meu predileto Pokémon GO joga-se aqui sem grandes stresses. Mas se queres jogar títulos pesados ou fazer multitarefa intensiva, vais sentir os limites do hardware e é aí que se pode notar alguma lentidão do aparelho. É sempre necessário refrear as expectativas perante o preço.

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Pontuação do Redmi Note 15 no Geekbench 6

  • CPU: Single-core - 724 pontos; Multi-core: 1988 pontos
  • GPU: 1298 pontos

O software é um ponto menos positivo. Chegar ao mercado com Android 15 quando o Android 16 já é o padrão é algo que se mantém face à geração anterior. Além disso, a interface HyperOS 2, embora bonita, continua com bloatware de fábrica (aplicações pré-instaladas que ninguém pediu) que ocupam espaço desnecessário e temos de perder algum tempo a desinstalar. Felizmente, a Xiaomi manteve a expansão de memória via microSD, algo raro hoje em dia.

Para quem é o Xiaomi Redmi Note 15?

É para ti se:

  • A bateria é a tua prioridade número um e queres esquecer o carregador;
  • Consomes muitos vídeos e séries no telemóvel e valorizas um bom ecrã;
  • Tens um orçamento limitado mas queres um telemóvel fino, leve e com bom aspeto.

Não é para ti se:

  • És um gamer que gosta de jogar com gráficos no máximo;
  • A fotografia é essencial e gostas de editar as tuas fotos com detalhe;
  • Ainda usas auscultadores com fios e não queres adaptadores.

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Conclusão

O Xiaomi Redmi Note 15 é uma evolução segura numas áreas e arriscada noutras. A marca trocou a porta de áudio e o ecrã plano por uma bateria maior e um design mais arrojado. Por 219,99 €, é difícil encontrar um pacote mais completo para o utilizador comum que apenas quer um telemóvel que funcione bem, tenha um ecrã bonito e não "morra" a meio do dia. Se a bateria, o ecrã e pagar pouco são as tuas prioridades, este é, muito provavelmente, o telemóvel acessível a comprar em 2026.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 200 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA.