
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | AMOLED, 1,5K, 6,67", 120 Hz |
| Processador | Snapdragon 7s Gen 4 |
| Câmaras | 200 MP + 8 MP |
| Bateria | 6500 mAh, 100 W |
| Resistência | IP68 e IP69K |
A Xiaomi não abranda o ritmo e a série Redmi Note acaba de receber a sua atualização anual mais robusta de sempre. O Redmi Note 15 Pro+ 5G apresenta-se como a jóia da coroa desta nova família, ao chegar a Portugal com a missão de aumentar os padrões de durabilidade no segmento de gama média face ao antecessor Redmi Note 14 Pro+ 5G.
Tivemos em mãos a versão em Mocha Brown, com uns generosos 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, cujo preço de venda recomendado se fixa nos 529,99 euros.A marca promove este modelo com o conceito de "resistência titânica" e promete um equipamento capaz de sobreviver aos desaires do dia a dia sem comprometer a elegância.

Numa altura em que os preços dos topos de gama continuam a subir, a Xiaomi tenta aqui trazer uma experiência premium, focada na bateria e na qualidade de construção, por um valor mais acessível. Mas será que a evolução justifica o preço acima dos 500 euros? Vamos descobrir.
Experiência de utilização
Construção e design
A Xiaomi decidiu mudar a agulha nesta geração. Em vez de se focar apenas no carregamento rápido ou câmaras, a marca tem aqui um dispositivo que se sente e parece premium. A versão Mocha Brown que testámos apresenta um acabamento traseiro em pele sintética que fornece uma ótima aderência e, como brinde, ainda afasta as inestéticas dedadas.

O módulo de câmaras foi redesenhado e confere-lhe uma identidade própria, sem ser um corte radical com a anterior geração. Mas o grande destaque vai para a durabilidade. O Redmi Note 15 Pro+ ostenta as certificações IP68 e IP69K, importantes para quem quer manter o equipamento por muito tempo.
Isto significa que resiste a mergulhos acidentais, como também a jatos de água de alta pressão e temperatura. É uma característica que até há pouco tempo estava reservada a equipamentos de nicho ou topos de gama muito específicos e que traz uma paz de espírito adicional para o dia a dia. Os desastrados (como é o meu caso) agradecem.

Ecrã e áudio
Na frente, a Xiaomi continua a não desiludir. O painel apresenta uma qualidade de visualização irrepreensível, com níveis de brilho que permitem uma leitura fácil mesmo sob luz solar direta. Também apresentou nos nossos testes uma boa fluidez garantida pelos 120Hz. Já o suporte para Dolby Vision e HDR10+ torna-o numa excelente máquina para consumir séries e filmes nas plataformas de streaming.
A acompanhar a imagem, temos um sistema de colunas estéreo que cumpre com distinção. O volume é alto, sem distorcer em demasia nos níveis mais elevados. Proporciona uma experiência imersiva o suficiente para dispensar auscultadores em ambientes tranquilos. Neste campo, a Xiaomi não poupou, e os amantes de vídeos e música agradecem.

Bateria e carregamento
Este é, sem dúvida, o maior argumento de venda deste modelo. A Xiaomi conseguiu integrar uma bateria de 6500 mAh sem transformar o telemóvel num tijolo. Pesa apenas 207g, o que consido equilibrado. Nos nossos testes, esta capacidade traduziu-se numa autonomia fantástica.
Com uma utilização intensiva, chegas ao final do dia com uma margem muito confortável, sendo fácil atingir o dia e meio ou mesmo dois dias com um uso mais moderado. É um salto significativo face à geração anterior que tinha 5110 mAh. Se estás à procura da melhor autonomia na gama-média, esta é uma excelente opção.

A velocidade de carregamento desceu tecnicamente dos 120W para os 100W, mas a diferença prática é diluída pela maior capacidade da célula. Continuas a conseguir carregar o equipamento na totalidade em menos de 50 minutos, atingindo os 75% em cerca de meia hora. O problema é que terás de ter o carregador certo em casa ou comprá-lo à parte, pois na caixa apenas encontras o cabo USB e a capa de proteção.
Câmaras
O conjunto fotográfico é liderado por um sensor principal de 200 MP que continua a ser competente. As fotografias apresentam bom detalhe e alcance dinâmico, tanto de dia como em cenários noturnos. O "zoom" no sensor permite ampliações de 2 a 4 vezes com qualidade aceitável para as redes sociais, o que ajuda a mitigar a falta de uma lente dedicada.
No entanto, por 529 euros, a ausência de uma teleobjetiva começa a ser difícil de justificar, especialmente quando a própria marca tem o Xiaomi 15T nesta faixa de preço com um conjunto de lentes mais versátil. A ultra grande angular de 8 MP mantém-se estagnada e, embora sirva para paisagens amplas, nota-se a falta de detalhe
A câmara frontal de 32 MP recebeu um upgrade e oferece agora uma qualidade superior para selfies e videochamadas. O vídeo 4K a 30fps é decente, mas não surpreende e mostra algumas cores a rebentar.
Desempenho e software
Aqui é onde o Redmi Note 15 Pro+ tropeça. O processador Snapdragon 7s Gen 4 é um processador recente e competente, disso não existem dúvidas. Mas sabe a pouco neste segmento de preço. Nos meus testes, em tarefas do dia a dia e redes sociais, a fluidez está lá e não sentimos limitações.
Mas quando puxamos por ele, notamos que é mais demorado uma fração de segundo que alguns concorrentes diretos dentro do próprio catálogo da Xiaomi. Em jogos mais pesados ou multitarefas, nota-se que não tem o mesmo fôlego de "irmãos" como o Poco F8 Pro ou o Xiaomi 15T. Abaixo confere os números no Geekbench 6.

Pontuação do Redmi Note 15 Pro+ no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 1223 pontos; Multi-core: 3140 pontos
- GPU: 3561 pontos
A situação do software também merece reparo. O smartphone chega ao mercado ainda com Android 15 e HyperOS 2, numa altura em que o Android 16 já circula noutros modelos da marca. Embora a Xiaomi prometa 4 anos de atualizações de sistema e 6 de segurança, é provável que a primeira grande atualização sirva apenas para o colocar a par do que já devia trazer de fábrica.
O lado positivo é a integração de funcionalidades de IA, como o Gemini e o Circundar para Pesquisar, que acrescentam valor à utilização diária. Também é de realçar algum bloatware de fábrica que temos de desinstalar assim que se fizer o setup do equipamento. A configuração única de 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento é generosa e garante que não te faltará espaço tão cedo.

Para quem é (e não é) o Redmi Note 15 Pro+
Este smartphone é para ti se a autonomia é a tua prioridade máxima e estás cansado de andar com powerbanks atrás. É também a escolha ideal se és desastrado ou trabalhas em ambientes mais hostis, graças à proteção IP69K. Se consomes muita multimédia, o ecrã e o armazenamento de 512 GB vão deixar-te satisfeito.
Não o deves comprar se o teu foco é o desempenho de topo em jogos ou se procuras a máxima versatilidade fotográfica com zoom ótico. Por este preço, existem opções mais rápidas dentro do próprio catálogo da Xiaomi, como Xiaomi 15T ou o Poco F8 Pro.

Conclusão
O Xiaomi Redmi Note 15 Pro+ é um excelente "telemóvel de batalha" com um aspeto atrativo. A construção é soberba e a bateria é de topo, mas o preço de 529,99 euros coloca-o numa posição ingrata face ao desempenho do processador. É um produto equilibrado, mas que brilha mais pela resistência e autonomia do que pela velocidade.
Confere a nossa lista de melhores smartphones preço-qualidade.
