Xiaomi pode ter a caminho uma inovação para os seus próximos smartphones

Mónica Marques
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A Xiaomi pode estar a preparar-se para inovar completamente os leitores de impressões digitais sob o ecrã.

De acordo com uma patente agora revelada, a marca chinesa pode estar a trabalhar numa nova tecnologia para leitura de impressões no ecrã que vai ser muito útil e prática para todos os utilizadores.

Xiaomi a desenvolver uma nova tecnologia que pode revolucionar o leitor de impressões digitais

Recentemente, na base de dados chinesa de patentes foi detetado um registo da Xiaomi que se refere especificamente aos leitores de impressões digitais embutidos nos ecrãs dos smartphones, algo muito comum nos modelos Android.

Segundo a documentação encontrada a Xiaomi pode estar a trabalhar numa nova tecnologia para leitura de impressões digitais no ecrã que vai facilitar e muito o uso desta funcionalidade.

Não é fácil inovar os leitores de impressões digitais, mas a Xiaomi está em vias de o conseguir, segundo as informações constantes desta patente. Tudo porque a marca chinesa parece estar a desenvolver uma nova tecnologia que vai permitir que o utilizador use o sensor de impressão digital, em qualquer parte do ecrã.

Estas são ótimas notícias para todos nós enquanto utilizadores, uma vez que já não vamos necessitar de colocar o dedo, de uma forma bastante específica e precisa, para que o leitor sob o ecrã consiga ler e reconhecer a nossa impressão digital. Além de que vai permitir que o ecrã seja desbloqueado em qualquer zona, topo incluído.

Como a nova tecnologia Xiaomi permite desbloquear o smartphone em qualquer zona do ecrã

Na documentação da patente, a Xiaomi explica as bases da nova tecnologia. Assim, o ecrã contará com um conjunto de transmissores e recetores LED infravermelhos, embutidos na camada tátil do ecrã assim como no painel AMOLED. Todos estes transmissores e recetores são blocos de construção essenciais do leitor de impressões digitais.

Na documentação de patente é também possível perceber o modo de funcionamento da nova tecnologia. Quando o utilizador tocar no ecrã, a camada tátil capacitiva regista o toque, a posição e a forma da ponta do dedo. Depois, a série de transmissores LED infravermelhos emitem luz no ecrã na forma e posição da ponta do dedo, ou seja, as zonas que não tenham contacto com o dedo vão manter-se sem luz.

O passo seguinte é a luz infravermelha ser refletida, após contacto com o dedo, para chegar aos recetores de luz infravermelha. Estes dados são usados para mapear o contorno da impressão digital e compará-la com a que está definida pelo utilizador como a correta. Verificando-se uma correspondência positiva, o ecrã é desbloqueado, a partir de qualquer zona.

Agora resta-nos aguardar que a Xiaomi inclua a nova tecnologia nos seus smartphones que espera-se seja num curto período de tempo.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira.