
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Processador | Snapdragon 8 Elite Gen 5 |
| Ecrã | 6,90", AMOLED, 144 Hz, 3500 nits, |
| Áudio | Colunas estéreo com subwoofer Bose |
| Câmaras | 50 MP principal + 50 MP telefoto 5x + 50 MP ultra angular |
| Bateria | 6500 mAh, carregamento 100 W (fio) e 50 W (sem fio) |
A Poco habituou-nos a colocar o desempenho acima de tudo, mas com o F8 Ultra, a marca decidiu atacar em quase todas as frentes. Lançado com um preço recomendado de 899 €, o preço real tem sido bem mais simpático, rondando frequentemente os 720 € em lojas como a Powerplanet. Tivemos oportunidade de testar a versão base de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, embora exista uma variante ainda mais robusta de 16 GB/512 GB.
O que tens aqui é um equipamento que tenta democratizar o acesso ao hardware mais potente de 2026. A questão é onde é que cortaram para conseguir este preço? A resposta curta é que foi em muito poucos sítios que importem ao utilizador comum. Fomos testar.
Experiência de utilização
Design e construção
A primeira coisa que notas é a inspiração óbvia no design do Xiaomi 17 Pro Max. A disposição das câmaras é familiar, mas aqui a Poco fez uma troca interessante. Em vez de um segundo ecrã na traseira, tens um subwoofer com a assinatura da Bose. É uma escolha funcional que acaba por dar uma identidade forte a este telemóvel.

Com um ecrã de 6,9 polegadas, é um telemóvel grande e pesado q.b. (218g). Mas a construção em vidro e alumínio transmite solidez na mão. A certificação IP68 é uma adição muito bem-vinda, pois garante que podes estar descansado quanto a poeiras e água. Traz capa na caixa, o que é sempre um bónus, e vais querer usá-la se quiseres proteger o teu investimento e resguardar o equipamento de acidentes.
Ecrã e áudio
Vou direto ao assunto, pois muito do marketing deste Poco F8 Ultra está na colaboração com a Bose. A verdade é que este tem o som mais impressionante que já vi num smartphone nesta faixa de preço. O subwoofer da Bose na parte de trás faz realmente a diferença.
Sentes os graves na mão e a profundidade sonora é incrível para ouvir música, ver séries ou jogar sem auscultadores. É, sem dúvida, um dos pontos de venda mais fortes deste equipamento para quem consome multimédia. Além de que aquela coluna lhe confere um aspeto único e não deixa de ser um desbloqueador de conversa.

O ecrã AMOLED de 6,9 polegadas é excelente, com brilho de pico de 3500 nits que, nos nossos testes, conferiu uma legibilidade excelente sob sol intenso. É um painel com margens reduzidas e, por isso, é excelente para qualquer tarefa. Principalmente os amantes de séries e filmes vão adorar ver aqui os os seus conteúdos favoritos.
A taxa de atualização vai até aos 144 Hz, o que é ótimo para jogos. O único senão é não ser um painel LTPO de última geração, o que significa que a taxa de atualização só desce até aos 60 Hz e não a 1 Hz como nos topos de gama mais caros. Na prática, gastas um pouco mais de bateria quando tens um texto fixo ou no modo de ecrã sempre ligado. Mas nada disto afeta a fluidez.
Desempenho e interface
No interior tens o novíssimo Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 5. É o processador que vais encontrar em telemóveis que custam o dobro em 2026 e curiosamente é o primeiro Xiaomi a usá-lo nos mercados globais. O desempenho é simplesmente de topo. Não há jogo na Play Store que faça este telemóvel soluçar e experimentei vários até ao Genshin Impact.

A gestão térmica também pareceu competente, mesmo em sessões longas de jogo. Aquece um pouco por vezes, algo que vemos em quase todos os equipamentos. Se procuras o melhor desempenho possível pelo preço mais baixo, este é um dos telemóveis a procurar em 2026. Os números no Geekbench 6 assim o indicam.
Pontuação do Poco F8 Ultra no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 3569 pontos; Multi-core: 10904 pontos
- GPU: 23925 pontos
O software é o Android 16 com a interface HyperOS 3, que se revelou fluida e sem bugs nos nossos testes. A Poco promete 4 anos de atualizações de sistema e 6 de segurança, o que é um compromisso sólido, embora já se comece a pedir um pouco mais, principalmente com um processador com o potencial de durabilidade deste aparelho.
A grande novidade visual é a HyperIsland, uma funcionalidade claramente inspirada na Dynamic Island da Apple, que se revela útil para controlar música ou ver temporizadores. Vêm algumas apps de terceiros pré-instaladas, mas felizmente são todas desinstaláveis e em menor quantidade do que no passado.

Câmara
O conjunto de câmaras convence, especialmente pelo preço. O sensor principal de 50 MP tira ótimas fotos, com bom alcance dinâmico e detalhe, tanto de dia como de noite.
A grande estrela, contudo, é a nova teleobjetiva periscópica de 50 MP. O zoom ótico da geração anterior passa agora a 5x e permite captar detalhes distantes com clareza e o zoom digital até 100x é utilizável em situações pontuais.
Onde a Poco poupou foi nos detalhes técnicos dos sensores secundários. A ultra angular e a câmara frontal, embora tenham boa resolução, não têm focagem automática. Isto significa que as selfies muito próximas podem perder nitidez e a ultra-angular não brilha na fotografia macro. Para a maioria dos utilizadores, cumprem perfeitamente, mas os puristas da fotografia vão notar.
O vídeo com a câmara frontal é de boa qualidade e estabilidade, sem ser topo de gama.
Bateria e carregamento
A bateria de 6500 mAh é, numa palavra, muito boa. A capacidade generosa, aliada à eficiência do processador, garante que chegas ao fim do dia com carga de sobra, mesmo com uso intensivo. Para os utilizadores mais leves, está aqui um telemóvel para um dia e meio de utilização ou um pouco mais. Não está ao nível do OPPO Find X9 Pro, mas anda lá perto.
E quando precisas de carregar, os 100W de potência resolvem o problema em cerca de 40 minutos (com o carregador certo, que terás de comprar à parte). A inclusão de carregamento sem fios de 50W é a cereja no topo do bolo, algo raro neste segmento de preço "quase" premium.

Para quem é (e não é) o Poco F8 Ultra
Este telemóvel é para ti se és um gamer, se consomes muitas séries e filmes no telemóvel e valorizas a qualidade de som acima de tudo. É também para quem quer o melhor processador do mercado sem pagar mais de 1000 euros.
Não é para ti se procuras um telemóvel compacto (é enorme) ou se és um fotógrafo exigente que precisa de focagem automática na câmara frontal e ultra angular para vlogs ou macros.
Conclusão
O Poco F8 Ultra representa a maturidade dos "flagship killers" da Xiaomi. Ao sacrificar alguns luxos como o ecrã LTPO ou a focagem automática na ultra angular e câmara frontal, a marca conseguiu entregar um telemóvel com o processador mais potente da atualidade, uma bateria gigante e um sistema de som excelente por um preço que deixa a concorrência em sentido. Por 720 €, é difícil encontrar um pacote tão completo e divertido de usar.
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