
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Processador | Snapdragon 8 Elite |
| Ecrã | 6,59", AMOLED, 120 Hz, 3500 nits |
| Câmaras | 50 MP principal + 50 MP telefoto + 8 MP ultra angular |
| Bateria | 6210 mAh, carregamento 100 W (fio) |
| Conetividade e proteção | 5G, Wi-Fi 7, eSIM, IP68 |
A Xiaomi volta a baralhar as contas do mercado com o lançamento do Poco F8 Pro. O preço recomendado oficial de 699 € já era interessante, mas a realidade do mercado é ainda melhor. É frequente encontrar a versão base de 12 GB/256 GB em torno dos 540 € em lojas como a Powerplanet. Foi precisamente essa versão que testámos, embora exista uma variante com 512 GB para quem precisa de mais espaço.
Este terminal chega para competir diretamente na faixa de preço de equipamentos como o Samsung Galaxy S25 FE. E a luta é renhida. O Poco perde nas câmaras, mas ganha em tudo o resto. Tem um processador mais poderoso, melhor bateria, carregamento muito mais rápido, ecrã superior e som mais envolvente. É igualmente a alternativa acessível ao Poco F8 Ultra que também testámos, mas que corta em alguns componentes para baixar o preço.
Experiência de utilização
Design e construção
O Poco F8 Pro não esconde a sua inspiração no design traseiro do Xiaomi 17 Pro Max. Apresenta uma construção sólida em vidro e alumínio, com um design bastante sóbrio e que ao longe até poderá fazer lembrar os iPhone 17 Pro aos mais desatentos. A certificação IP68 é uma mais-valia enorme nesta faixa de preço, pois garante resistência mais séria à água e poeiras.

Ao contrário do modelo Ultra, aqui não vais encontrar o subwoofer saliente na traseira. Em vez disso, a zona exibe o branding da Bose, indicando a parceria no áudio. O telemóvel traz capa na caixa, o que é sempre de valorizar, e o manuseamento é confortável. Não tem as dimensões do modelo Ultra e fica-se por um tamanho mais agradável para quem tem mãos pequenas.
Ecrã e áudio
O ecrã AMOLED de 6,59 polegadas é um prazer de utilizar. Embora não seja um painel LTPO (a taxa de atualização não desce a 1 Hz), os 120 Hz trazem a fluidez esperada e o pico de brilho de 3500 nits faz dele um aparelho muito agradável de usar mesmo sob o sol direto no exterior. Seja para ver séries, filmes ou navegar nas redes sociais, a experiência com este ecrã é de topo.
No som, a ausência do subwoofer traseiro nota-se face ao modelo Ultra. O áudio, afinado pela Bose, tem qualidade, mas foca-se mais nos tons médios e agudos. As vozes têm uma proeminência excelente, o que é perfeito para quem consome muitos vídeos no YouTube ou podcasts. Contudo, se procuras aquela "bomba" de graves para música, o modelo Ultra é superior.

Desempenho e interface
Aqui o Poco F8 Pro não dá hipóteses. Vem com o Snapdragon 8 Elite, o mesmo processador que encontras na maioria dos topos de gama Android de 2025, o desempenho é irrepreensível. Podes correr qualquer app da Play Store e jogar títulos pesados como Genshin Impact com os gráficos no máximo sem soluços. Não notei quaisquer limitações durante os meus testes (nem era esperado).
Pontuação do Poco F8 Pro no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 2914 pontos; Multi-core: 9184 pontos
- GPU: 18534 pontos

O sistema operativo é o Android 16 com a interface HyperOS 3. A navegação é fluida e, durante o teste, não encontrámos bugs relevantes. A marca promete 4 anos de atualizações de software e 6 de segurança, o que garante alguma longevidade. Mas já se começa a pedir um pouco mais em 2026 do lado do software.
A grande novidade do HyperOS 3 é a HyperIsland, uma funcionalidade estilo Dynamic Island da Apple que é bastante útil. O ponto negativo vai para o bloatware. Existem demasiadas apps de terceiros pré-instaladas, inclusive vários jogos, curiosamente mais do que vimos na versão Ultra. Felizmente, podes desinstalá-las, mas é uma tarefa chata num telemóvel novo.

Câmara
Sendo um Poco, o foco nunca é a fotografia, mas há melhorias face ao Poco F7 Pro que testámos em 2025. O sensor principal de 50 MP e a nova teleobjetiva com zoom ótico de 2,5x (e digital até 30x) cumprem bem a sua função. As fotos diurnas têm bom detalhe e o modo noturno é competente. Os retratos também saem com boa qualidade.
Não esperes, contudo, a qualidade do S25 FE ou do F8 Ultra. Os pontos fracos são a ultra angular de 8 MP que não tem a mesma qualidade dos restantes sensores. A câmara frontal de 20 MP cumpre nas selfies e videochamadas, sem deslumbrar. Servem para o gasto, mas não vão impressionar os entusiastas da fotografia.
O vídeo também apresenta qualidade e temos gravação até 8K, mas sem o detalhe ou a estabilização do Ultra.
Bateria e carregamento
A autonomia é um dos grandes trunfos deste equipamento. A bateria de 6210 mAh é um grande upgrade face à anterior geração e, aliada à gestão do processador, garante-te bateria para dia e meio com facilidade. Nos nossos testes chegámos sempre ao final do dia mais intensivo ainda com 30/40% de autonomia.
Quando precisas de carga, os 100W por cabo (com o carregador certo) levam a bateria dos 0 aos 100% em cerca de 40 minutos, o que não deixa de ser impressionante e quase nos faz esquecer a grande ausência face ao modelo Ultra. Este Pro não tem carregamento sem fios, algo que terás de abdicar para poupar uns euros.

Para quem é (e não é) o Poco F8 Pro
É para ti se procuras um dos smartphones com melhor relação preço/desempenho do mercado, se és gamer ou se valorizas uma bateria que não te deixa ficar mal.
Não é para ti se a fotografia é a tua prioridade máxima (compra um Pixel ou Samsung), ou se não consegues viver sem carregamento sem fios.
Conclusão
O Poco F8 Pro é uma ótima escolha de smartphone para 2026. Por 539 €, vem com um conjunto de especificações que faz corar alguns telemóveis que custam o dobro. Se conseguires viver com umas câmaras "apenas" boas e perderes 5 minutos a limpar o lixo das apps pré-instaladas, tens aqui um companheiro com desempenho e bateria de luxo para os próximos anos.
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