Xiaomi é a grande beneficiada com a queda da Huawei. Números contam a história

Bruno Coelho
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A Xiaomi continua em alta perante a descida nas vendas da Huawei. A Xiaomi registou mesmo uma subida de 36,7% nos lucros durante o último trimestre de 2020, numa clara altura de queda para a Huawei a nível global.

Os dados adiantados pela Bloomberg dão conta de que a Xiaomi é mesmo a maior beneficiada com a “queda” da Huawei durante este período. Com receitas totais de 70,5 mil milhões de iuanes (9,1 mil milhões de euros), a Xiaomi terá tido lucros de 3,2 mil milhões de iuanes (413 milhões de euros) no final do ano passado.

A Xiaomi revelou ser a fabricante que melhor reagiu, captando os possíveis clientes perdidos da Huawei. Por exemplo, conseguiu enviar mais 52% de smartphones no último trimestre de 2020 face ao período homólogo de 2019.

Smartphones continuam a ser o maior bastião da Xiaomi

Embora seja uma empresa com um espólio vasto de produtos, é nos smartphones que a Xiaomi mantém o seu maior bastião de vendas. Durante esse trimestre viveu um aumento de envios na ordem dos 32%, com as vendas de smartphones a aumentarem 38,4% face ao trimestre anterior.

Também na Europa, recorde-se, a Xiaomi teve um 2020 para recordar. Durante o último trimestre do ano viu os seus envios a aumentarem 85%. Esta subida surge numa altura em que a Huawei desceu, com grande preponderância em países como Espanha, Itália, França ou mesmo Portugal.

A Xiaomi espera continuar a crescer em 2021, e a verdade é que soterra o mercado com novos telemóveis. Tudo começou com o Mi 11 (e segue-se Mi 11 Lite, Pro e Ultra), mas desdobra-se ainda nas novas linhas da Redmi e da POCO.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
O Nokia 3650 foi o primeiro grande mergulho no mundo tecnológico. Se o Football Manager e o cinema são dois dos seus escapes, o Macbook Pro é o melhor amigo. Escrever sobre tecnologia é o processo natural na vida de alguém que come especificações ao pequeno-almoço.