A razão para a Xiaomi terminar com a interface MIUI
Enquanto a versão beta do HyperOS 3.1 faz a sua estreia na Europa, a mais antiga interface MIUI vê a sua vida útil terminar. Em março de 2026, a Xiaomi descontinuou oficialmente esta interface que viu a luz do dia em 2010.
Até esta data, alguns equipamentos como os modelos mais acessíveis e antigos Redmi A2 e Redmi A2+ receberam atualizações especialmente concebidas para a interface MIUI, mesmo que fosse apenas de segurança – como podemos constatar na página de apoio da marca. Mas como o suporte para estes telefones chegou agora em março oficialmente ao fim, a interface vai ser agora descontinuada pela marca chinesa.
Em 2023, a Xiaomi anunciou a intenção de terminar com a interface MIUI para adotar o novo sistema HyperOS. E a marca tinha uma razão muito forte para tomar esta decisão mais definitiva: a criação de um ecossistema que conseguisse alojar todos os equipamentos do seu portefólio bastante variado.
Recorde-se que, na época, a Xiaomi dispunha de vários firmwares para cada categoria dos seus produtos. Esta variedade não permitia fornecer ao utilizador uma experiência unificada e consistentes entre os diferentes tipos de equipamentos. Nesse sentido, a Xiaomi encontrou a solução: uma nova interface capaz de ser integrada em todos os seus produtos.
E conseguiu fazê-lo. Atualmente, o HyperOS “roda” em smartphones, smartwatches, eletrodomésticos e até nos modelos de carros elétricos da marca. Os equipamentos estão conectados entre si e, em alguns casos, até permitem controlarem-se uns aos outros.
As vantagens que o HyperOS trouxe consigo
A chegada de uma nova interface trouxe também vantagens para os utilizadores, além da criação de um ecossistema Xiaomi. Adaptada às atuais necessidades dos utilizadores em cada equipamento, o HyperOS permite uma navegação mais rápida e fluida, registando uma latência menor. Na prática, as apps nos smartphones abrem mais rapidamente e já não fecham de forma inesperada para poupar a memória RAM.
Outra vantagem é que o HyperOS regista menos bloatware, sobretudo nos modelos de topo. Para os utilizadores, isto significa que tem mais espaço livre em armazenamento e não vão gastar tanto tempo a desinstalar software desnecessário.
Mas uma das maiores vantagens para os utilizadores é que as atualizações OTA (over-the-air) do HyperOS ocupam menos espaço em memória e são mais rápidas de instalar do que as fornecidas pela interface MIUI. Para os utilizadores que têm smartphones com um espaço de armazenamento mais limitado, o tamanho mais pequeno das atualizações, permite-lhes receber o novo software, sem necessitarem de apagar conteúdos.
Por último, mas não menos importante, o HyperOS também trouxe consigo a tecnologia IA nativa. Na prática, agora os equipamentos têm recursos IA em maior quantidade e com um funcionamento melhorado e mais integrado em cada equipamento da marca. O HyperOS 3 é o sistema mais recente da marca e podes verificar nesta lista se o teu dispositivo recebeu esta atualização.


