Xiaomi: Lei Jun desmente 3 mitos sobre a fabricante de smartphones

Rui Bacelar
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Lei Jun, CEO da fabricante chinesa Xiaomi, veio recentemente a público desmentir várias conceções erróneas sobre a empresa que lidera. Atualmente a quarta maior fabricante mundial de smartphones, ainda perduravam alguns mitos em torno da Xiaomi.

As revelações feitas pelo responsável máximo da Xiaomi foram feitas durante uma recente conferência da empresa e avanças em primeiro lugar pela publicação CNBeta. Agora, é altura de desconstruir alguns destes ideais que tendem em persistir.

1. A Xiaomi não inova

Provavelmente a conceção errónea que mais irritava Lei Jun. O mito em que a Xiaomi só adaptava ideias de outras empresas como a Apple, Samsung e Huawei, ao invés de inovar e desenvolver as suas próprias soluções e tecnologias.

No entanto, pelo menos para o CEO da Xiaomi, a realidade não poderia ser mais distinta. Para tal, o executivo começou por citar as receitas crescentes da marca, algo que não seria possível sem uma grande dose de inovação para captar novos consumidores.

Referindo a presença da Xiaomi em 422.ª posição na lista da Fortune Global 500, Lei Jun referiu que nos últimos 10 anos a empresa tem inovado constantemente e está agora frente a frente com a Apple, Huawei e Samsung.

Não há crescimento sem inovação, e a Xiaomi cresceu!

Aprofundando o tema, Jun apoiou-se no departamento dedicado ao desenvolvimento de soluções fotográficas para os smartphones Xiaomi. O departamento terá sido criado em 2018, integrando 122 engenheiros e, em 2020, conta já com 826 colaboradores.

A isto somaram-se outros exemplos como o grande investimento nas soluções de carregamento para os smartphones Xiaomi. Algo tão simples como os carregadores que acompanham os dispositivos, mas que é integralmente desenvolvido pela marca.

Graças à inovação no seio da Xiaomi, soluções como a aplicação de nitrato de gálio (GaN) nos carregadores, permitiu reduzir o seu tamanho e aumentar a velocidade de carta, referiu o CEO.

O ecossistema Xiaomi é uma incubadora de empresas

A isto junta-se o exemplo vivo do ecossistema Xiaomi em que muitas das empresas satélites nascem e singram no mercado graças ao fundo de fomento à indústria, criado pela fabricante há três anos.

Visando criar um forte ecossistema, este fundo de fomento serve mais de 100 empresas focadas no desenvolvimento de novas tecnologias e inovação em diversos setores na China.

É um ecossistema vivo e diverso que podes ficar a conhecer e compreender no nosso guia. Aí listamos as principais marcas e principais destaques / produtos.

2. A Xiaomi não fabrica os seus produtos

O responsável máximo pelos desígnios da Xiaomi foi particularmente feroz ao desmentir este mito. Refutando a ideia de que a marca recorria a terceiros para produzir em massa os produtos que formam o seu portefólio, o executivo alegou o contrário.

A refuta foi sustentada nas próprias fábricas, linhas e centros de produção de dispositivos móveis e outros produtos do seu leque. A isto somou a justificativa que aponta a Xiaomi como uma das OEMs mais eficientes na indústria móvel.

Mais concretamente, tomou como exemplo a linha de produção inteligente de Yizhuang, em Pequim, capaz de produzir um milhão de smartphones de gama alta por ano e, para tal, necessita de apenas 100 engenheiros e colaboradores in situ.

3. A Xiaomi só vende smartphones baratos e de gama baixa

Apesar de esta associação ser comum e, em parte, engrandecer o nome da marca, Lei Jun quer afastar-se gradualmente da fama de "produtos baratos". Especialmente a conotação entre barato e fraco, ou pouco durável, não só nos seus smartphones.

Devendo uma boa parte do seu sucesso à excelente relação preço/qualidade dos seus produtos, há diferenças entre ter ótima relação custo-benefício e ser simplesmente barato. Esta foi uma das teses que Lei Jun quis vincar e transmitir à audiência.

É possível produzir smartphones baratos, de gama baixa, mas com qualidade. Uma premissa que pauta e continuará a pautar a Xiaomi nos próximos anos. Ao mesmo tempo, a empresa aprimora os produtos mais caros como os topos de gama.

As Smart TV Xiaomi são um bom exemplo

A divisão de televisores inteligentes é um dos melhores exemplos da missão empresarial da Xiaomi. Infundir elementos premium em produtos acessíveis, não necessariamente baratos e, sobretudo, com qualidade.

O mesmo pode ser dito e visto em produtos da linha Mi MIX, bem como nas edições especiais e comemorativas de vários smartphones Android da marca. Os produtos podem ser acessíveis e bons, sendo essa a mensagem a transmitir.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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