
A Xiaomi apresentou globalmente os Xiaomi 17 e Xiaomi 17 Ultra este sábado em Barcelona. Estivemos por lá e até já tivemos oportunidade de passar 3 semanas com o Xiaomi 17 Ultra, que tem tudo para ser um dos melhores smartphones de 2026. Já o Xiaomi 17 que também testámos, é o topo de gama compacto mais interessante lançado em 2026 até agora. Mas nem tudo foi perfeito.
Xiaomi 17 Pro Max deveria ter sido lançado globalmente
Sim, os rumores não apontavam nesse sentido. Mas havia a esperança de um "one more thing" que não fosse um novo carro no Gran Turismo 7. Os Xiaomi 17 Pro e Xiaomi 17 Pro Max lançados há alguns meses na China, pelo menos para já, não têm espaço para ser lançados globalmente.
Tal como noticiamos por aqui algumas vezes, o facto de estes smartphones terem um ecrã na parte traseira do equipamento gerou um burburinho como nunca sentimos anteriormente com um equipamento topo de gama da marca. Ser referência no segmento premium é o grande desafio da Xiaomi para 2026. Não seriam estes os terminais perfeitos para isso acontecer? Talvez ou talvez não.

Xiaomi 17 Pro poderiam eventualmente ofuscar os outros modelos
A verdade é que o Xiaomi 17 Pro ou Xiaomi 17 Pro Max teriam de chegar a preços intermédios entre os 1099 € (ou 949,99 € em pré-venda) do Xiaomi 17 e os 1499,99 € (ou 1299,99 € em pré-venda) do Xiaomi 17 Ultra. Podemos especular que isso deixaria os utilizadores confusos e seriam muitos equipamentos a competir num espaço muito reduzido de preço e com um ecrã traseiro capaz de ofuscar os restantes modelos.
Mas não conseguimos - ainda - encontrar uma justificação plausível para o não lançamento destes equipamentos globalmente. O Xiaomi 17 tem o propósito claro de ser um topo de gama compacto bastante completo. O Xiaomi 17 Ultra foca-se quase exclusivamente na fotografia premium além de ser um topo de gama excelente. Os Xiaomi 17 Pro seriam a pitada de sal que faltava a este lançamento.

Xiaomi tem de colocar as cartas todas na mesa se quer ser referência premium
Não me interpretes mal: os Xiaomi 17 e Xiaomi 17 Ultra são excelentes. Mas saber que existem smartphones que poderiam captar tanto interesse - ainda que a utilidade de um ecrã na traseira seja duvidosa - deixa-nos a pensar que esta decisão faz pouco sentido quando a marca se quer afirmar definitivamente no segmento premium.
Ao contrário dos Xiaomi 17 e 17 Ultra que são apostas seguras, a verdade é que não sabemos se existe um tipo de consumidor para os modelos com ecrã na traseira. Mas porque não tentar globalmente? Vimos tanto interesse a surgir e o hype eventualmente acaba por se desfazer. Veremos qual a estratégia para a próxima geração.

