WhatsApp multado no Brasil por não dar conversas dos utilizadores à polícia

Filipe Alves
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O WhatsApp foi multado no Brasil num total de 5 milhões de Euros (23 milhões de Reais) por não entregar as conversas dos utilizadores à polícia.

Em questão está uma investigação da polícia num caso de tráfico de drogas (operação Malote). As entidades policiais pediram ao Facebook, dona do WhatsApp, para que lhes fosse fornecido as conversas entre os utilizadores em questão. O WhatsApp recusou!

Conversas do WhatsApp são encriptadas

Isto porque as conversas feitas no WhatsApp são encriptadas ponta-a-ponta (peer-to-peer). Ou seja, utilizador para utilizador. Imagina isto de forma simples: a conversa que eu escrevo para ti, só o teu smartphone é que "terá a chave" para desvendar o que foi referido. Por isso é que conversas ponta-a-ponta são importantes.

Ao contrário do Facebook Messenger, que só são encriptadas se decidires ir às definições das mensagens e criar uma "conversa privada", todas as conversas no WhatsApp tem esta encriptação.

WhatsApp conversa privada

WhatsApp foi multado mesmo assim

Mesmo não tendo possibilidades técnicas de recuperar as mensagens dos alegados traficantes, o WhatsApp foi multado. Ainda que um valor reduzido face ao primeiro pedido (2 mil milhões de Reais/ 450 milhões de Euros) isto só mostra que nem as autoridades acreditam, que o WhatsApp não consegue aceder às conversas dos utilizadores.

O porta-voz do WhatsApp no Brasil referiu ao TecMundo "A privacidade dos nossos utilizadores é muito importante para e apreciamos que o tribunal reconheceu o valor e a legalidade da criptografia de ponta-a-ponta no Brasil. Trata-se de uma decisão importante que vai ajudar a garantir o direito de os brasileiros terem conversas online privadas e seguras.

O WhatsApp respeita o trabalho das autoridades para ajudar a manter a segurança das pessoas, e nós revisamos, validamos e respondemos aos pedidos de autoridades no país".

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Filipe Alves
Filipe Alves
Fundador do projeto 4gnews e desde cedo apaixonado pela tecnologia. A trabalhar na área desde 2009 com passagens pela MEO, Fnac e CarphoneWarehouse (UK). Foi aí que ganhou a experiência que necessitava para entender as necessidades tecnológicas dos utilizadores.