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Vi finalmente a melhor minissérie da HBO Max e esta é a minha opinião

Depois de ler tanta coisa sobre a minissérie "Mare of Easttown", da HBO Max, cedi à pressão e decidi ver a obra que muitos críticos consideram ser a melhor da plataforma de streaming. Ganhou 4 Emmy's.

mare of easttown hbo max
HBO Max

Tal como muitos portugueses, sou um ávido consumidor de streaming, em particular de minisséries. Apesar da minha preferência pela Netflix, sigo várias séries que dão na HBO Max, que recentemente foi comprada pela Paramount.

"The Pitt", "House of the Dragon", "A Knight of The Seven Kingdoms", "Succession", são alguns desses exemplos. Posto isto, terminei recentemente de ver "Mare of Easttown", uma produção que, apesar de ter sido lançada na plataforma em 2021, me passou completamente ao lado.

Só a fiquei a conhecer graças ao Instagram, onde me têm surgido vários reels precisamente a falar e recomendar esta obra, sendo descrita por muitos críticos como a melhor minissérie da plataforma. Foi então que decidi ceder à pressão e começar vê-la.

O enredo

A obra acompanha Mare Sheehan, uma detetive/sargento numa pequena comunidade da Pensilvânia, em que todos se conhecem. Mare é uma mulher algo amargurada e tem razões para isso.

O casamento desmoronou e o ex-marido vive com a noiva a 20 ou 30 metros de distância. Além disso, o filho cometeu suicídio anos antes. Mare cuida do neto, mas a mãe do pequeno Andrew quer ter a custódia do filho.

Quando o corpo de uma jovem mãe é encontrado, a pressão sobre a detetive intensifica-se. O caso junta-se ao desaparecimento não resolvido de outra rapariga.

Perante a ausência de respostas, a pressão aumenta sobre a autoridade local. É então que chega a um ponto em que não há volta a dar e é chamado um detetive de fora para tentar dar novo andamento ao caso: Colin Zabel traz nova energia à investigação.

A minha opinião

Faz, de facto, jus aos elogios. São sete episódios, cada um com aproximadamente uma hora, mas a verdade é que o ritmo é tão envolvente que o tempo passa a voar.

A narrativa é densa, emocionalmente exigente e construída com uma tensão constante que nos mantém agarrados. Gostei muito da série, sobretudo pela forma como combina investigação criminal com drama familiar.

Cada revelação tem peso, cada personagem acrescenta uma camada nova à história e o ambiente da pequena comunidade é retratado com enorme realismo. Porém, o principal destaque tem de ir para Kate Winslet, que faz um papelão brutal.

A entrega é total. Consegue transmitir fragilidade, dureza e exaustão emocional quase apenas com o olhar. É uma interpretação que eleva toda a produção e que, na minha ótica, é a principal razão para o sucesso da minissérie, que termina com vários plot twists a fazer lembrar His & Hers, da Netflix.

Sem qualquer dúvida, considero que é uma das melhores minisséries disponíveis no catálogo da HBO Max. Pela qualidade da escrita, pela realização e pelo desempenho do elenco, é uma obra que merece o hype.

O que diz a crítica?

No Rotten Tomatoes tem a espetacular classificação de 95% entre os críticos, que lhe valeu o selo de Fresh.

"Com uma Kate Winslet numa prestação memorável, 'Mare of Easttown", por vezes, tem ambições que ultrapassam o seu alcance, mas o seu mistério central é sustentado por um forte sentido de lugar e de personagens, o que acaba por não ter importância", escrevem os entendidos de forma unânime.

"O enredo desenvolve-se e Winslet tira o máximo partido de um papel que, em mãos menos talentosas, poderia ser uma coleção de clichés (no segundo episódio, a rabugenta Mare é posta a trabalhar com um jovem detetive ambicioso trazido de outra cidade)", sublinha o Daily Telegraph, que lhe atribuiu quatro estrelas em cinco.

"Winslet está absolutamente fascinante, desprovida de qualquer glamour, sem maquilhagem e com uma expressão permanentemente carrancuda, vestindo uma camisa xadrez sem forma que não lhe favorece em nada e parece precisar de uma lavagem", acrescentou o The Times.

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Tomás Cascão
Tomás Cascão
Mestre em Media e Jornalismo pelo ISCTE. Apaixonado por tecnologia, gadgets e tudo o que envolve algumas das maiores aplicações do mundo, como o WhatsApp ou o Google Maps. É também um ávido consumidor de Streaming, sendo que a Netflix tem um lugar especial no coração.