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Vais comprar um Tesla: tens de saber isto

Estas decisões de design radicais mudam a forma como conduzes e exigem habituação.

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Entrar num Tesla, especialmente num Model 3 ou Model Y (que estou a testar de momento), é uma experiência que mistura fascínio tecnológico com uma mudança "tradicional" imediata. Se estás prestes a adquirir um destes veículos em Portugal, é fundamental que estejas preparado para três características que rompem totalmente com a tradição automobilística e que vão exigir de ti uma nova memória muscular.

Ausência de painel de instrumentos tradicional

A primeira grande diferença, e talvez a mais visível, é a ausência total de um painel de instrumentos atrás do volante. Estamos habituados a ter a velocidade, a autonomia e as luzes de aviso diretamente na nossa linha de visão. Nos modelos mais populares da Tesla, como o Model 3 e o Model Y esse espaço é vazio.

Toda a informação foi migrada para o canto superior esquerdo do enorme ecrã central. Nos primeiros quilómetros, vais dar por ti a olhar para o tablier à procura de ponteiros que não existem. Embora a habituação seja rápida, esta decisão obriga a um desvio constante do olhar para o centro do carro para controlares a velocidade a que circulas nas autoestradas ou dentro das localidades.

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Não há manete de mudanças física

O segundo ponto é a forma como colocas o carro em movimento. Tradicionalmente, temos uma manete de mudanças ou um seletor na consola central. A Tesla eliminou isso nas versões mais recentes. Agora, a seleção da marcha (D, R, P) é feita a deslizar um ícone de um carro no lado esquerdo do ecrã tátil.

Deslizas para cima para andar para a frente e para baixo para a marcha-atrás. Quando queres estacionar, clicas ao centro. O sistema é inteligente o suficiente para, em muitas situações, adivinhar a direção que pretendes tomar assim que pisas o travão, mas não deixa de ser uma mudança que requer habituação.

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Não há limpa pára-brisas traseiro

Por fim, há uma omissão que continua a gerar alguma controvérsia, especialmente com invernos chuvosos como este ano em Portugal, que é a falta de limpa pára-brisas no vidro traseiro. A marca justifica esta ausência com a aerodinâmica do carro e o tratamento hidrofóbico do vidro, que supostamente faz a água escorrer com a velocidade.

A realidade prática é que, em trânsito urbano ou a velocidades moderadas, a sujidade e a água acumulam-se, o que reduz a visibilidade pelo retrovisor interior. A solução da marca passa por te habituares a confiar nas câmaras laterais e traseira, que estão à distância de um clique no botão situado no volante. Isso e alguns condutores colocarem uma proteção hidrofóbica para a água escorrer mais facilmente.

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Estas idiossincrasias podem ser vistas como defeitos, é claro. Mas a verdade é que são escolhas deliberadas de design que jogam a favor de quem prefere minimalismo e a eficiência de condução. No entanto, transformam a condução numa experiência mais digital e menos mecânica.

Nada a que não te habitues, mas não perdes nada em fazer um test drive primeiro. Até porque a Tesla não é caso único em algumas destas questões e mais marcas começaram a seguir-lhe o exemplo.

Sabe mais sobre todos modelos e características no site oficial da Tesla.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 200 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA.