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A tecnologia tem avançado a uma velocidade simplesmente L O U C A ! Se em 2015, um smartphone de 4 polegadas e 1 GB de RAM parecia ser incrível, dois anos passados parece tecnologia do tempo das trevas. E o mesmo panorama tem se verificado, ainda que em diferentes proporções, um pouco por todo o mundo tecnológico.

Com a apresentação do Samsung Galaxy S8 e S8+ que ocorreu ontem, uma das potencialidades enfatizadas pela marca coreana foi a Samsung DeX, uma hipótese de transformares o teu smartphone em computador de secretária. Esta ideologia não é inédita e em tempos a Microsoft tentou a mesma “jogada” com o seu Continuum. Porém, sem sucesso.

   

Com o avançar dos tempos, faz sentido que as nossas tarefas diárias tendam a ser mais simples. Desde os tempos da Microsoft que tento imaginar como seria se este tipo de projetos efetivamente vigorasse nas nossas vidas. E desde esses tempos acredito que estará condenado ao insucesso, pelo menos para arquitetos, designers, programadores ou todos os outros que precisem de um computador realmente capaz.

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A banalidade de smartphones que são lançados todos os anos e diferenças quase nulas de marca para marca, faz com que as marcas de topo queiram destacar-se não só pela qualidade, mas também pela inovação. Nesse sentido, há realmente uma procura intensa de encontrar novas formas de usar o nosso companheiro diário (smartphone). Mas, tendencialmente, o mercado está a direccionar-se para a portabilidade e a ideia de querer prender os utilizadores a uma dock é algo, por si só, realmente questionável.

Como referia mais acima, para tarefas simples como navegar na internet, fazer uns PowerPoints ou responder a uns email´s, certamente seria uma boa ideia mas, o que me intriga, é que quase tudo isso já se faz através do nosso smartphone (e não precisa de custar 1000€, ou perto).

Mas o que me faz acreditar que esta tecnologia não será viável são mesmo todas as pessoas cuja atividade profissional requer computadores capazes de alto desempenho. Por muito bom que um smartphone venha a ser, dificilmente terá hardware capaz de fazer renders de arquitetura ou edição de vídeo em 4K, por exemplo.
Desempenho produtivo incrível

Outro argumento que me parece deveras pertinente é o smartphone ser um bem pessoal de cada um de nós. O nosso smartphone acaba por fazer a função dos diários que muitos escrevem. Ora, ao colocar o smartphone ao dispor de outros (enquanto utilizavam o “computador”) estaríamos, de certa forma, a deixar a nossa privacidade mais vulnerável.

Outra situação complicada seria, por exemplo, quando estivesses a usar o “computador” e quisesses sair mas a tua cara-metade quisesse ver a sua série favorita na Netflix e nesse caso não pudesses levar o smartphone contigo.

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Em jeito de conclusão, confesso que este tipo de ideologia (Samsung DeX) são bem cativantes e desperta, pelo menos em mim, um misto de mil e uma ideias e sensações. Acredito que a essência da ideia possa vir a ser bem sucedida no futuro mas não a sua concretização. Ter um computador potente literalmente no nosso bolso é algo que realmente me atrai. Pessoalmente, facilitaria-me a vida porque conseguiria confiar nos computadores da minha faculdade para vos escrever artigos. Ainda assim, infelizmente e espero estar errado, penso sinceramente que será um conceito que ficará esfumado no tempo.

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Estudante de Direito e amante de tecnologia. Tudo o que é inovador na vida atrai-me (menos comida muito "fora do normal"). No meio tecnológico, aprecio particularmente smartphones, computadores e automóveis. Integrar a equipa da 4gnews começou por ser um desafio pessoal e agora é um orgulho coletivo.