
Durante três anos fui utilizador de iPhone, mais concretamente tive um iPhone 13 Pro. Era um telemóvel fiável, que me acompanhou de forma bastante competente ao longo desse tempo e que quando achei que estava na hora de trocar, me deu bom retorno. Como aqui no 4gnews tenho oportunidade de testar vários iPhone e Android ao longo do tempo, a escolha tem sido clara.
A verdade é que mais de um ano depois de voltar ao Android, não me vejo a voltar atrás. Testei tanto o iPhone 17 base que mostra uma evolução no caminho certo da Apple e o iPhone 17 Pro Max, que continua ser um topo de gama apetecível e competente. Ou mesmo o iPhone 17 Air que, de tão fino, acaba por comprometer na autonomia. Parece quase ridículo, mas há uma razão que me faz não querer abandonar o Android.
Gesto universal de retroceder faz-me manter no Android
A Apple insiste em, após todo este tempo, não ter um gesto de retroceder universal no iOS. Ora, numa altura em que os equipamentos são cada vez maiores e retroceder através da lateral do ecrã é simplesmente conveniente, esta opção não faz qualquer sentido. Principalmente quando algumas apps têm botões no canto superior esquerdo onde é extremamente difícil chegar sem usar as duas mãos (pelo menos para quem tem mãos pequenas).

Estás no teu direito, enquanto utilizador de iPhone, de ler esta opinião e achar que não faz qualquer sentido. Afinal, todos temos prioridades quando usamos o nosso telemóvel. A minha é que a experiência seja o mais simples possível. E embora a Apple venda muito bem o "simplesmente funciona", julgo que este é um caso onde é mais "simplesmente complica".
Apple cedeu em várias coisas, mas há mais defeitos a apontar
Se no Android temos um gesto universal de retroceder na esquerda do ecrã, porque não ter o mesmo no iOS? Ao longo do tempo a Apple cedeu em bastantes conveniências pedidas pelos utilizadores, como a introdução de widgets, a maior personalização dos ícones (levada ao extremo com o Liquid Glass que teve de diminuir) ou até a possibilidade de finalmente se poder mover os ícones no ecrã.
Existem obviamente outras razões que me fazem não querer voltar ao iOS neste momento, como a maior liberdade de personalização do Android, o multitarefa facilitado com duas apps em simultâneo ou mesmo a possibilidade de instalar aplicações de onde bem me apetecer (e claro, ciente dos riscos). Mas esta ausência de gesto universal é o que mais me faz desgostar de um iPhone sempre que tenho de o testar. Embora saiba, no entanto, que é dos melhores telemóveis do mercado.
