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Foi no final da tarde de ontem, hora portuguesa, que ficamos finalmente a conhecer a nova linha Moto Z. Para além da introdução de uma nova linha de smartphones, estes Moto Z e Moto Z Force vieram trazer uma lufada de ar fresco aos equipamentos da Motorola, com um design bem mais elegante e atraente que os seus antecessores, além de uma nova filosofia modular que ainda está a dar os seus primeiros passos neste mundo.

Como pudeste constatar, o novo par Moto Z trouxe consigo algumas novidades bem interessantes, onde claramente se destacaram os Moto Mods. Contudo, estes módulos não foram as únicas novidades introduzidas pela Lenovo no evento de ontem e são essas mesmo que te queremos pôr a par agora.

   

Vê também: Lenovo mostrou à LG como fazer smartphones modulares com os Moto Z

Moto Mods

Inevitavelmente temos de falar nos novos Moto Mods e como eles mudaram drasticamente a forma como víamos a filosofia modular num smartphone. Em suma, foram apresentados três acessórios para os Moto Z e Moto Z Force, nos quais se incluem um projetor de imagem, um amplificador de som desenhado em parceria com a norte-americana JBL e ainda um power bank, que quando conectado ao teu smartphone mais parece uma simples capa personalizada para o mesmo.

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Um dos pontos mais importantes destes Moto Mods é a forma como os mesmo se irão acoplar aos equipamentos. Para o efeito, a Lenovo adicionou, na parte inferior traseira dos Moto Z, um conector magnético de 16 pins. Assim sendo, não haverá a necessidade de desligares o teu smartphone para adicionares o Mod mais indicado para aquele momento que estás a vivenciar, basta juntares os dois e está tudo pronto. Outro ponto fulcral é a longevidade dos mesmos, pois foi já avançado que os Moto Mods serão compatíveis com futuros modelos da mesma gama, além de terceiros estarem convidados a desenvolver novos módulos.

O topo de gama mais fino do mundo

A elegância de um smartphone pode ser avaliada por dois prismas, pelos materiais e linhas escolhidas para a sua construção e ainda pela espessura do mesmo. E o novo Moto Z triunfa em ambos os casos. Com um corpo construído com uma mistura de vidro e metal, sem descurar os 5.2mm de espessura (sem contar claro com a saliência da câmara traseira) fazem dele o topo de gama mais fino no mercado atualmente.

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Mesmo com o Moto Z Force a herdar todas as linhas estéticas do Moto Z, há uma coisa que não se mantém fielmente reproduzida, a sua espessura, Este modelo mais resistente possui 7mm de espessura, o que ainda assim o mantém num patamar abaixo de um Samsung Galaxy S7, por exemplo. Portanto o mesmo continua a ser um equipamento a bater em termos de espessura.

O ecrã do Moto Z Force

Neste capítulo existem semelhanças e diferenças entre os dois modelos. Em primeiro lugar olhemos para as semelhanças, sendo elas a sua dimensão de 5.5 polegadas em ambos os terminais, sem esquecer que ambos usam a tecnologia AMOLED aliada a uma resolução Quad-HD, o que deverá ser o suficiente para te entregar uma experiência de visualização bem interessante.

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Onde podemos então diferenciá-los é na tecnologia adicional que o ecrã de Moto Z Force oferece, a ShatterShield. Basicamente o que esta tecnologia oferece é a garantia de que o ecrã do teu smartphone simplesmente não irá partir, algo que a Motorola já havia introduzido com o seu Moto Droid Turbo 2 e que agora chega aos verdadeiros flagships.

As câmaras dos novos Moto Z e Moto Z Force

Finalmente uma das lacunas presentes nas gerações anteriores dos Moto X foi corrigida, a introdução de um sensor de estabilização de imagem. Pode parecer um pormenor muito pequeno, mas a estabilização da imagem é sem dúvida uma grande ajuda para que aquela foto fique perfeita.

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Já no que toca a megapixels, o Moto Z vem com um sensor de 13MP e uma abertura focal de f/1.8, ao passo que o Moto Z Force possui uma câmara um pouco superior, contando com 21MP e a mesma abertura focal de f/1.8. Esperemos pelos resultados captados por ambas as câmaras, pois já nos foi provado mais do que uma vez que o número de megapixels não é tudo.

Tecnologia de carregamento rápido

Esta é outro ponto em que as mais variadas marca começam a apostar cada vez mais. Os smartphones atuais vêm apetrechados de funcionalidades que até há uns bons anos eram quase inimagináveis, mas claro que essas se irão repercutir no consumo de bateria dos mesmos. Isto sem falar também na aparente estagnação no número de mAh que têm vindo a ser aplicados nos mias variados equipamentos.

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Com efeito, uma boa forma de contornar alguns destes problemas é efetivamente um carregamento das mesmas no menor espaço temporal possível. Pois bem, a Lenovo não se quis afastar da sua concorrência, afirmando que apenas 15 minutos de carga serão suficientes para que ambos os modelos possam readquirir várias horas de autonomia.

Dispensa do jack audio 3.5mm e introdução do USB-C

Desde que os rumores em torno do próximo iPhone 7 que a remoção da entrada para o jack audio de 3.5mm saltou para a ribalta. Como em tudo na inovação, existem aqueles que são a favor e também os que são contra, fazendo com que este passasse a ser um dos maiores tópicos de discussão. Contudo quando muitos pensariam que a gigante Americana voltaria a ser a primeira a lançar uma nova moda, eis que a LeEco se antecipou ao remover essa entrada, seguida agora pela Motorola.

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Pois é, estes novos equipamentos afastaram-se também desta que parece começar a ser uma tecnologia em vias de extinção e removeram então o jack de 3.5mm. Contudo existirá ainda, para os mais convencionais, um adaptador de USB-C para 3.5mm para que possam continuar a utilizar os seus earphones com cabo. Escusado será também dizer que estes novos Moto Z utilizam uma porta USB do tipo C, portanto a Motorola está claramente a marchar no sentido da evolução tecnológica.

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Sensor de impressão digital

A segurança dos nossos dados é também um dos temas mais quentes da atualidade. Nesse sentido, a segurança biométrica tem vindo a assumir um papel muito importante nos equipamentos lançados ao longo dos últimos anos, onde o sensor de impressão digital começa já a ser um padrão e onde alguns parecem estar afim de ir mais longe e utilizar a retina dos nossos olhos como um factor único de autenticação.

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A Lenovo já havia dito que todos os novos Motos iram ser apetrechados com sensores de impressões digitais, algo que aconteceu com o Moto G4 e volta a repetir-se com os Moto Z. Aquele desenho quadrado abaixo do ecrã dos novos equipamentos Moto não é daqueles que mais me agrada em termos estéticos, mas desenganem-se os que pensam que, pelo menos no caso destes novos Moto Z, se trata de um botão home físico. Na realidade trata-se apenas de uma área de leitura para a tua impressão digital, muito idêntico ao que tem sido feito pelos que optam por colocar este sensor na parte traseira dos seus terminais.

Moto Display e Active Display

Mesmo sem ter sido muito abordado, a realidade é que estes novos equipamentos da Motorola vêm também eles com uma tecnologia always on. Há semelhança do que acontece com o novo par Samsung Galaxy S7, mesmo quando o ecrã está bloqueado ele irá apresentar de uma forma muito simples algumas notificações ou até mesmo os controlos necessários para a reprodução da tua música.

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As Moto Actions irão ainda desencadear funcionalidades especificas consoante uma série de movimentos pré-definidos. Por exemplo, rodar o teu pulso irá abrir a aplicação da câmara, dois abanões para ligar a lanterna, colocar o smartphone com o ecrã para baixo ativa o modo “Não pertubar”, entre outros.

Disponibilidade e preços dos equipamentos

Para último guardo talvez o ponto mais importante para o sucesso destes equipamentos, o seu preço. Até ao momento ainda não são conhecidas informações oficiais sobre os valores a aplicar em cada um dos terminais mas uma coisa já se sabe, esse valor ficará abaixo dos valores iniciais dos topos de gama da Apple e da Samsung.

Obviamente que isto dará aso a muita imaginação por parte de todos nós, acreditando que se os mesmos rondarem os 500€ a decisão de adquirir um destes modelos ficará bem mais facilitada. Já o preços dos seus Moto Mods continuam também a ser uma incógnita.

Já a chegada destes equipamentos a território nacional ficou, no ato da sua apresentação, prometida lá mais para setembro deste ano. Até lá são ainda três longos e penosos meses de espera.

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O gosto por tecnologia foi algo que esteve sempre dentro de mim. Com o crescer do mercado dos smartphones, também o meu entusiasmo com os mesmos aumentou. Já nos tempos livres, as séries são o meu principal mata-tempo.