A Tesla já esteva várias vezes a braços com a justiça devido a infortúnios que aconteceram com o seu sistema de piloto automático. Infelizmente, isso voltou a acontecer após um atropelamento fatal de um motociclista.
Tal como nos conta a publicação Carscoops, o acidente falta aconteceu no estado de Washington, nos EUA, em abril de 2024. Agora, a empresa de Elon Musk volta a estar envolvida numa ação judicial que afirma que o piloto automático falhou no reconhecimento deste motociclista.
O relato diz-nos que quem seguia ao volante de um Tesla Model S era Carl Hunter. Este atropelou o motociclista em causa enquanto o último estava parado no trânsito.
Ao que parece, este condutor não deu conta da colisão e o seu Model S continuou a sua marcha. Como já deves imaginar, isso significa que o carro passou por cima da vítima, algo que certamente contribuiu para a sua morte.
Condutor afirma que não deu conta do acidente
Os advogados que representam a família da vítima referem que Hunter disse inicialmente às autoridades que não tinha bem a certeza de como aconteceu o acidente. No entanto, mais tarde reconheceu que ao "confiar no piloto automático, ele pode ter se distraído olhando para o telefone no momento da colisão".
Apesar disso, os advogados afirmam que o carro detetou alguma coisa antes do acidente. Afirmam ainda ter "evidências de que Hunter desativou ou ignorou os alertas de colisão antes do acidente".
A firma de advogados que apresentou a queixa alegada que a "Tesla sabe há muito tempo que seu sistema Autopilot tem dificuldades para identificar motociclos e outros veículos pequenos". Acrescenta que eles "exageraram as capacidades do sistema, minimizaram as suas limitações e incentivaram os condutores a confiar no sistema em situações que ele não consegue lidar com segurança".
Já o advogado Simeon Osborn disse que a "Tesla construiu um sistema que convida à distração", pois "os condutores acham que o carro aguenta mais do que realmente aguenta, e os resultados são previsíveis e trágicos." Acrescenta que "se o sistema da Tesla tivesse funcionado como Elon Musk vem alardeando há anos, essa colisão jamais teria acontecido."
Esta não é a primeira vez que o sistema de piloto automático da Tesla coloca a empresa no banco dos réus devido a alguns acidentes. Desta feita, a acusação parece recair sobre o condutor Carl Hunter, mas não impede que o sistema da Tesla seja novamente escrutinado.
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