Estratégia com fornecedores de componentes pode salvar a Apple
A OnePlus e a OPPO já alertaram para o aumento de preços. A Xiaomi deu a conhecer a sua estratégia para lidar com esta situação enquanto a Samsung fez escolhas na definição de preços dos novos Galaxy S26. Todas tentam lidar da melhor maneira com o aumento do preço final dos terminais móveis devido à escassez de memória.
Mas parece que a Apple ainda pode sair a ganhar com esta situação. É, pelo menos, essa a opinião de Ming-chi Kuo partilhada na rede social X. Nesta plataforma, o conhecido analista explica que a Apple se prepara para absorver o aumento nos custos. Por outras palavras, será a empresa a suportar o aumento dos preços e não o consumidor final. Uma estratégia que será aplicada em todo o mundo, Portugal incluído.
E a empresa pode fazer isso, graças à sua força de negociação junto dos fornecedores. Acrescente-se ainda uma maior abertura por parte da Apple no que respeita às condições de renegociação, sobretudo porque a empresa de Tim Cook não tem estado a “regatear” o atual preço das memórias. O facto de encomendar também grandes quantidades deste componente e de forma bastante atempada, ajuda a que a Apple sofra menos do problema de escassez.
iPhone 17e é um exemplo da nova estratégia que pode trazer mais consumidores
Com o iPhone 17e, a Apple já colocou em prática a sua estratégia. O modelo chegou com o preço inicial do seu antecessor. A atualização foi bastante tímida com o modelo a ter poucas novidades, mas o preço de 739 € não deixa de ser bastante atrativo dentro do universo Apple.
Se Tim Cook conseguir fazer o mesmo com o iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, é capaz de ter boas vendas com os dois terminais. Melhor: é possível que ao manter os preços dos modelos anteriores, os novos iPhones 18 consigam trazer mais utilizadores para o universo Apple.
As contas são fáceis de fazer para os consumidores. Um novo processador que fornece melhor desempenho e eficiência energética a ser vendido ao preço do modelo anterior. Sim, é atrativo e pode convencer utilizadores do universo Android a passarem para o lado iOS.
Para já, o único entrave que vejo para esta estratégia resultar a 100% é a chinesa Xiaomi. É que o Xiaomi 17 e 17 Ultra também chegaram com os preços iniciais dos seus antecessores, numa estratégia em tudo semelhante à que está a ser posta em prática pela Apple. Será que a Samsung consegue fazer frente às suas rivais, recorrendo a uma solução diferente? Só o tempo o dirá.
